"Não abriremos mão", diz Caiado sobre o Pix
Ex-governador de Goiás tenta se meter no duelo entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre quem é o maior defensor do Pix
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), saiu nesta quinta-feira, 4, em defesa do Pix.
A declaração ocorre após o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras por concluir que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano.
Entre os atos e políticas considerados prejudiciais aos EUA, o órgão citou o “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico", referindo-se ao Pix.
No X, Caiado escreveu:
"O Pix é o cartão do povo brasileiro e não abriremos mão dele.
Foi uma conquista do Brasil, criada antes do Lula chegar ao poder. O mesmo Lula que tentou tributar o PIX junto com o Haddad.
O que é patrimônio do brasileiro, fica com o brasileiro."
Em vídeo, ele acrescentou:
"Vamos ser realistas. Nós sabemos muito bem que o Pix é o cartão do povão. Essa é a realidade. Se outros cartões desejarem competir com o Pix, que apresentem então os benefícios. Agora nós não abriremos mão daquilo que realmente é uma conquista do país. Agora, prestem atenção: o Lula agora tá querendo ter a paternidade do Pix. Vocês se lembram que ele e o Haddad realmente tentaram tributar o Pix. Na verdade, o que esse povo sabe é enfiar a mão no bolso do brasileiro, minha gente. Vamos lá garantir aquilo que é patrimônio do nosso país. Sim, o Pix, esse é nosso e foi instalado não no governo do Lula."
O maior defensor do Pix
Desde que o USTR anunciou a possibilidade de taxar o Brasil em função, entre outras coisas, do Pix, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) têm travado um duelo de quem é o maior defensor do Pix.
Além dos discursos e narrativas, cada um fez seu próprio cartaz para dizer que o "Pix é do Brasil".
Flávio chegou a dizer que a ferramenta "é de Bolsonaro", seu pai.
O sistema de pagamentos foi gestado no Banco Central durante o governo Michel Temer. Quando foi lançado efetivamente, em 2020, durante o governo Bolsonaro, o então presidente nem sequer sabia do que se tratava.
Leia mais: Pix não é de Lula, nem de Bolsonaro
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)