Trump quer o presidente da Fifa como chefe da ONU?
Gianni Infantino se aproximou do presidente americano devido à organização da Copa do Mundo de 2026
O New York Post publicou na terça-feira, 21, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, seja o próximo secretário-geral das Nações Unidas (ONU).
Citando uma fonte próxima ao chefe da Casa Branca, o jornal disse que Trump acredita que Infantino "é respeitado por todos em todo o mundo e reconhece que tem uma capacidade especial de reunir as pessoas".
Se for de fato indicado para o posto, Infantino deve disputar o cargo com pelo menos quatro candidatos, incluindo a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi.
Embora ainda não exista uma data oficial para a votação final, a expectativa é que o Conselho de Segurança da ONU recomende um candidato e a Assembleia Geral endosse a indicação, tradicionalmente por consenso, entre setembro e novembro.
António Guterres ficará no cargo de secretário-geral da ONU até 31 de dezembro de 2026.
Trump e Infantino
Infantino se aproximou de Donald Trump devido à organização da Copa do Mundo de 2026, realizada nos EUA, México e Canadá.
Em 5 de dezembro de 2025, a entidade de futebol concedeu ao presidente americano um prêmio de paz, honraria que surgiu como consolo após Trump não vencer o Nobel da Paz de 2025.
“É muita das maiores honras da minha vida. Salvamos milhões e milhões de pessoas. Índia e Paquistão, salvamos muita gente. Nós conseguimos fazer isso. É uma honra tão grande estar com Gianni. Ele faz um trabalho tão grande na FIFA“, afirmou Trump.
Trump também protagonizou o momento mais constrangedor da Copa do Mundo ao atuar para anular o cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun.
O jogador dos Estados Unidos foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após um pisão no calcanhar do adversário Tarik Muharemović.
Com o cartão vermelho, o atacante ficou inicialmente impedido de atuar contra a Bélgica, pelas oitavas de final da Copa.
Mas a Fifa fez uma artimanha para que ele estivesse apto a jogar.
“Ele não fez nada de errado e é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores jogadores, um jogador muito vital. E ele [o árbitro] deu a ele um cartão vermelho. Eu não sabia o que isso significava. Não achei que significasse muito. Então comecei a ouvir que isso significa que ele não pode jogar na próxima partida, pelo menos na próxima partida. Eu disse: ‘Nossa, isso é uma coisa grande, sabe, se tivesse acontecido com outro jogador, teria sido injusto'”, comentou Trump.
“Mas quando eles tiram o seu melhor jogador, ou quase isso — eles têm alguns jogadores excelentes, mas… — e dizem que você não pode jogar… Isso é muito injusto. É, sabe, uma coisa é penalizar alguém pelo jogo, mas como você o penaliza por um jogo que ainda nem foi disputado? É muito injusto. Você não pode fazer isso. Então, sim, eu pedi uma revisão à FIFA. Falei com um homem que é muito respeitado e, a propósito, cujo nível de respeito aumentou dez vezes”, completou.
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