Maioria não acha que áudios mudam opinião sobre Flávio, indica Futura/Apex
Levantamento também apontou que Lula é o maior beneficiado pela ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Pesquisa Futura/Apex, divulgada nesta sexta-feira, 22, indica que 71,5% dos entrevistados pelo instituto não acham que os áudios enviados por Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, mudaram sua opinião sobre o pré-candidato à Presidência do PL.
Por outro lado, 18,7% dos respondentes disseram que as conversas vazadas "mudaram negativamente" sua opinião sobre ele, enquanto 6,4% afirmaram que "mudou positivamente" e 3,4% se declararam indecisos.
O instituto perguntou ainda se o caso aumenta a vontade de votar em alguém que não seja Lula ou Flávio Bolsonaro.
Para 65,8% dos entrevistados, o vazamento não os fará mudar de voto.
Outros 12,7% acham que a vontade de escolher outro candidato muda muito, e 10,4% disseram que muda pouco.
Quem é o maior beneficiado?
A pesquisa também questionou quem é o maior beneficiado pelo vazamento dos áudios de Flávio a Vorcaro.
Na opinião de 55,6% dos entrevistados, Lula é quem mais leva vantagem.
Michelle Bolsonaro (PL) foi indicada por 1,8%; Romeu Zema (Novo), por 1,6%; e Ronaldo Caiado (PSD), por 0,7%.
Ao menos 26% dos respondentes não souberam responder.
Flávio x Lula
No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece como o principal adversário de Lula (PT) em um eventual segundo turno.
O petista tem 47,7% das intenções de voto, ante 42,2% do filho 01 de Jair Bolsonaro.
Pré-candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro é o nome mais forte para enfrentar o petista, caso Flávio desista de concorrer ao Palácio do Planalto.
A ex-primeira-dama tem 41,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno. Lula tem 47,9%.
Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 48,3% dos votos. O ex-governador de Minas Gerais tem 35,9%.
Na disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 47,6% dos votos. O ex-governador de Goiás tem 36,5%.
A pesquisa
A Futura ouviu 2 mil eleitores, por meio de entrevistas por telefone, de 878 cidades brasileiras entre 15 e 20 de maio. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06529/2026.
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