A greve dos ônibus no Rio de Janeiro segue sem solução após o fim das negociações na última segunda-feira (06). As empresas elevaram a proposta de reajuste de 4,39% para 4,5%, índice que foi imediatamente rejeitado pelo Sindicato dos Rodoviários como insuficiente e de “má-fé”.
Diante do impasse, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) deram um prazo de 48 horas, no caso, até esta quarta-feira (08), para que o setor patronal apresente uma nova oferta, idealmente alinhada aos 5% já concedidos em municípios vizinhos.
A categoria está em greve oficialmente desde o dia 29 de junho deste ano. A principal reivindicação dos trabalhadores é um reajuste salarial linear e melhores condições de trabalho para toda a categoria no estado carioca.
Tratativas
Segundo informações de bastidores, as tratativas também continuam nesta terça-feira (07). Enquanto os motoristas e cobradores realizam uma assembleia nesta tarde, às 16h, para avaliar o cenário e definir a manutenção ou o retorno da paralisação total, os donos das 29 empresas operadoras se reúnem para decidir se acatam a pressão judicial.
A categoria mantém a exigência inicial de 17% de reajuste, piso de R$ 5 mil para motoristas de ônibus BRT e R$ 4 mil para os demais, além de melhorias no vale-alimentação e na jornada de trabalho.
A tensão aumenta com a aproximação da audiência decisiva marcada para amanhã no TRT-1. De acordo com analistas, esse encontro vai definir se as atividades do transporte público na capital fluminense continuarão paralisadas. Se as empresas mantiverem a oferta de 4,5%, a tendência apontada pelo sindicato é a retomada da greve geral.
Reação das empresas
O Rio Ônibus, sindicato patronal, justifica a resistência em oferecer mais alegando fragilidade financeira do setor, com receitas operacionais inferiores às de 2023.
No entanto, o precedente estabelecido em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, onde acordos próximos a 5,3% foram firmados, fortalece a posição do MPT pela equiparação salarial na capital.



