Lula convoca delegados da PF que estão "fingindo trabalhar"
"Só vai (sic) ficar fora aqueles que forem secretários de Estado", disse o petista
O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira, 23, ter determinado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, a convocação de todos os delegados da Polícia Federal (PF) que estão "fingindo trabalhar".
"Ontem, eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota, convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai (sic) ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Mas aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado nesse país. E nós precisamos de todos os delegados e de todos os agentes trabalhando para prender bandido nesse país", disse Lula durante evento em Brasília.
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— Revista Crusoé (@RevistaCrusoe) April 23, 2026
Também foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União uma medida que prevê a nomeação de mil candidatos além das vagas inicialmente previstas em edital. O decreto contempla os cargos de delegado, perito, agente, escrivão e papiloscopista.
O governo federal prevê que a Polícia Federal incorpore até 2 mil novos agentes com a medida.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o decreto vai permitir que a PF "amplie a nossa atuação nas regiões de fronteira, em portos, aeroportos na defesa do nosso patrimônio ambiental, dos nossos biomas e, com isso, a gente preste melhores serviços à sociedade".
Um agradecimento de Lula ao diretor da PF
O presidente Lula usou as redes sociais para agradecer publicamente a Andrei Rodrigues por suspender as credenciais de um agente americano que operava no Brasil:
“Parabéns pela sua posição em relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade, ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles. Esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltar a normalidade”, disse.
O diretor da PF retirou as credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos, que atuava na sede da PF em Brasília, após o governo Trump expulsar o delegado da PF envolvido no caso Ramagem.
Marcelo Ivo de Carvalho
Aliados do deputado cassado Alexandre Ramagem afirmam que Carvalho teria tentado contornar o pedido de extradição em curso para prender o ex-chefe da Abin em solo americano.
Em reação, o Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos anunciou a expulsão de Carvalho, mas sem citá-lo nominalmente.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, diz o texto compartilhado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
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