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Diários

Itamaraty formaliza entrada da Nigéria no Brics

País africano se junta a outros oito membros sem direito a voto

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 17.01.2025 20:14 comentários 0
Itamaraty formaliza entrada da Nigéria no Brics
Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O Ministério das Relações Exteriores anunciou o ingresso da Nigéria como o nono país parceiro a integrar o grupo Brics.

O país africano se junta a Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão na categoria de países parceiros.

Desde 1º de janeiro, o Brasil assumiu a presidência do grupo com prazo até o fim de 2025:

"No exercício de sua presidência pro tempore no BRICS, o governo brasileiro anuncia hoje, 17 de janeiro de 2025, o ingresso formal da Nigéria como país parceiro do agrupamento. O governo brasileiro saúda a decisão do governo nigeriano.

A Nigéria torna-se o nono país parceiro do BRICS, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na XVI Cúpula do BRICS, em Kazan, em outubro de 2024.

Sendo a 6ª maior população do mundo e a 1ª do continente africano, além de uma das maiores economias da África, a Nigéria possui interesses convergentes com os demais membros do agrupamento, atuando ativamente no fortalecimento da cooperação do Sul Global e na reforma da governança global, temas prioritários para a atual presidência brasileira", publicou o Itamaraty.

Como parceiro, a Nigéria não terá direito a voto.

No entanto, poderá participar dos encontros promovido pelos membros.

Originalmente, o grupo era composto pelo Brasil, Índia, China e África do Sul.

Venezuela

O veto do Brasil à entrada da ditadura venezuelana criou um mal-estar entre o presidente Lula (PT) e Nicolás Maduro.

Para o ditador, a decisão do petista equivaleria às políticas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em outubro do ano passado, o Ministério das Relações Exteriores de Maduro classificou o veto do Brasil como uma “agressão” e um “gesto hostil” à Venezuela.

Eis a íntegra do comunicado:

“A República Bolivariana da Venezuela agradece ao presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, ao seu governo e ao heroico povo russo, pelo convite dirigido ao presidente Nicolás Maduro Moros para participar da reunião de cúpula do BRICS+ em Kazan.

A Venezuela, possuidora não só da maior reserva energética do mundo, mas também bandeira dos valores, princípios e visão da construção de um mundo justo, multicêntrico e pluripolar, contou com o apoio dos países participantes nesta reunião de cúpula para a formalização da sua entrada neste mecanismo de integração.

Mas através de uma ação que contraria a natureza e o postulado dos BRICS, a representação do Itamaraty, liderada pelo embaixador Eduardo Paes Saboia, decidiu manter o veto que Bolsonaro aplicou durante anos à Venezuela, reproduzindo o ódio, a exclusão e a intolerância promovida desde os centros de poder ocidentais para impedir, por enquanto, a entrada da Pátria de Bolívar nesta organização, numa ação que constitui uma agressão contra a Venezuela e um gesto hostil que se soma à política criminosa de sanções que foram impostas contra um povo corajoso e revolucionário, como o povo venezuelano.

A Venezuela agracia o Sul e o Leste globais com a sua firmeza na defesa da autodeterminação e da igualdade soberana dos Estados. Nenhum estratagema ou manobra concebida contra a Venezuela interromperá o curso da história. Nasce um novo mundo! A Venezuela faz parte deste mundo livre sem hegemonismo.

O povo venezuelano sente indignação e vergonha com esta agressão inexplicável e imoral do Itamaraty, mantendo a pior das políticas de Jair Bolsonaro contra a Revolução Bolivariana fundada pelo Comandante Hugo Chávez.

Esta reunião de cúpula histórica para um novo mundo de paz, justiça e desenvolvimento partilhado foi um sucesso retumbante. Felicitamos o Presidente Putin e o seu governo pelas suas contribuições extraordinárias, nas palavras do libertador Simón Bolívar, para o equilíbrio universal.”

Leia mais: "Entrada da Venezuela no Brics é questão de tempo"

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