Irã faz primeiras execuções relacionadas a protestos iniciados em 2025
Três homens foram condenados à morte por atacar dois policiais com facas e espadas em 8 de janeiro na cidade de Qom
O Irã realizou nesta quinta-feira, 19, as primeiras execuções relacionadas aos protestos indiciados no final de 2025.
Segundo a agência de notícias Mizan, ligada ao judiciário iraniano, Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeed Davoudi foram condenados à morte por atacar dois policiais com facas e espadas em 8 de janeiro na cidade de Qom.
Os manifestantes também foram acusados de agir em nome de Israel e dos Estados Unidos.
Execução de sueco-iraniano
Na véspera, 18, o Irã executou o cidadão sueco-iraniano Kourosh Keyvani.
Ele foi acusado de repassar "imagens e informações de locais sensíveis" para agentes da agência de inteligência israelense durante a guerra dos 12 dias, em junho.
A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, responsabilizou exclusivamente o Irã pela execução.
"Em conversações com o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenei veementemente a execução de um cidadão sueco hoje. A responsabilidade por essa execução abominável recai exclusivamente sobre o Irã", disse a ministra no X.
A União Europeia também condenou a execução.
"A execução de um cidadão sueco pelo regime iraniano é um ato brutal de violência sem sentido, e nós a condenamos.
A União Europeia continua a instar o Irã a suspender todas as execuções e a abolir a pena de morte. A terrível situação dos direitos humanos no Irã e o alarmante aumento das execuções são intoleráveis e revelam a verdadeira face do regime.
O cidadão sueco estava em cativeiro desde junho de 2025. A União Europeia apresenta as suas mais profundas condolências à família da vítima e expressa a sua total solidariedade com a Suécia."
Execuções no Irã
Dados do grupo de direitos humanos HRANA apontam que as autoridades iranianas realizaram 1.922 execuções em 2025, o maior número anual em mais de uma década.
Pelo menos 59 mulheres e dois menores de idade estão entre as pessoas executadas.
O regime também efetuou 22.028 prisões por atividades civis, políticas ou ideológicas. Esse número representa um aumento de quase 13 vezes em comparação com o ano anterior.
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