EUA mantêm negociações com o Irã, diz Trump
“Eles querem o acordo mais do que eu”, disse o presidente americano em meio à troca de ataques em Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 7, que as negociações com o Irã continuam, apesar da troca de ataques entre os dois países no Estreito de Ormuz.
"Pode não se concretizar, mas pode acontecer a qualquer dia. Acho que eles querem o acordo mais do que eu", disse o presidente americano a jornalistas na Casa Branca.
Segundo Trump, o cessar-fogo continua em vigor.
"Sim é assim. Hoje [quinta-feira] zombaram da gente. Nós os aniquilamos. Eles zombaram. Eu chamo de zombaria", afirmou.
Troca de ataques
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que as forças iranianas lançaram "mísseis múltiplos, drones e pequenos barcos" contra três destróieres americanos que transitavam no Estreito de Ormuz.
"Nenhum ativo dos EUA foi atingido. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) eliminou ameaças entrantes e mirou instalações militares iranianas responsáveis pelos ataques às forças americanas, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones; locais de comando e controle; e nodos de inteligência, vigilância e reconhecimento. O CENTCOM não busca escalada, mas permanece posicionado e pronto para proteger as forças americanas", acrescentou.
Os EUA realizaram ataques contra os portos iranianos de Qeshm e Bandar Abbas, segundo a emissora Fox News.
As duas regiões ficam próximas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
A agência de notícias iraniana Fars News Agency informou que explosões foram ouvidas na cidade de Bandar Abbas e na ilha de Qeshm.
A defesa aérea também foi acionada em Teerã.
"Aventura militar imprudente"
No X, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, disse nesta sexta-feira, 8, que "cada vez que uma solução diplomática está sobre a mesa, os EUA optam por uma aventura militar imprudente".
"Será uma tática grosseira de pressão? Ou o resultado de um sabotador que mais uma vez enganou o POTUS e o conduziu a outro atoleiro? Quaisquer que sejam as causas, o resultado é o mesmo: os iranianos nunca se curvam à pressão", continuou.
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