Enquanto Flávio se reúne com Trump, Amorim vai a...
Assessor especial de Lula chefia a delegação brasileira no 1º Fórum Internacional de Segurança
Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) se reunia com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington D.C., o assessor especial de Lula para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, foi à Rússia, onde se encontrou com o ministro russo de Relações Exteriores, Sergey Lavrov.
Chefe do Itamaraty paralelo, Amorim chefia a delegação brasileira no 1º Fórum Internacional de Segurança, realizado em Moscou entre 26 e 29 de maio.
"Durante a conversa, que transcorreu de forma tradicionalmente construtiva e confiante, as partes trocaram avaliações sobre a situação global atual, incluindo a situação no Oriente Médio e no Golfo Pérsico, o estado da América Latina e a crise na Ucrânia", afirmou a Embaixada russa no Brasil.
"Reafirmaram seu compromisso em fortalecer ainda mais a coordenação da política externa entre os dois países, inclusive em formatos multilaterais, principalmente no Brics, na ONU e no G20", acrescentou.
Flávio na Casa Branca
Após o encontro com Donald Trump, Flávio disse ter pedido ao presidente americano que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas pelos americanos como organizações terroristas estrangeiras.
Segundo Flávio, as facções “controlam territórios inteiros no Brasil pela força”, mantêm ramificações em outros países e utilizam o país como centro de lavagem de dinheiro.
“Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista e ponto”, disse o senador em entrevista coletiva depois de deixar a Casa Branca.
O pré-candidato à Presidência do PL afirmou à imprensa que Trump “ficou de avaliar” o pedido, mas não deu resposta imediata durante a reunião, que durou cerca de uma hora e quarenta minutos.
Ele também disse que o combate às facções exige cooperação internacional em inteligência, segurança e tecnologia, prometendo, caso seja eleito, colocar o Brasil na aliança hemisférica de combate ao crime organizado com os Estados Unidos e os demais governos conservadores da América Latina.
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