Ataques dos EUA deixam cessar-fogo "sem sentido", diz Irã
Regime acusa o governo Trump de realizar "uma violação grosseira da Carta das Nações Unidas e das regras fundamentais do direito internacional"
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quinta-feira, 11, que os ataques dos Estados Unidos ao país deixaram o acordo de cessar-fogo assinado em abril "sem sentido".
Em nota, a pasta chamou os ataques americanos de "criminosos" e acusou o governo Trump de realizar "uma violação grosseira da Carta das Nações Unidas e das regras fundamentais do direito internacional em relação à soberania nacional e integridade territorial dos governos".
Segundo o texto, o uso continuado do território e das instalações de alguns países da região pelo Exército americano "para preparar e realizar operações agressivas contra o Irã colocou esses países ao lado das partes agressoras".
"A República Islâmica do Irã, ao mesmo tempo em que recorda fortemente o compromisso legal e moral de todos os países da região de impedir o uso de seu território, instalações e recursos pelo exército terrorista americano para cometer o crime de agressão contra o Irã, sobre sua determinação de neutralizar a origem e a fonte dos ataques agressivos contra o Irã, enfatiza o exercício do direito inerente de legítima defesa contra a agressão militar dos Estados Unidos e seus cúmplices", acrescentou.
Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciou o fechamento completo do Estreito de Ormuz, importante rota de passagem para os petrolíferos do Oriente Médio.
De acordo com a organização, a hidrovia ficará fechada até novo aviso.
A iniciativa é uma resposta aos ataques americanos contra múltiplos alvos no país.
O Comando Central dos EUA (Centcom) negou na quarta-feira que o regime tenha fechado Ormuz.
“VERDADE: Navios comerciais continuam a transitar para dentro e para fora do Estreito de Ormuz nesta noite”, diz a postagem no X.
A mídia iraniana noticiou explosões no sul do país, próximo ao Estreito de Ormuz. Explosões foram ouvidas na cidade portuária de Bandar Abbas, na ilha de Qeshm e nas cidades de Minab e Sirik.
O presidente Donald Trump já havia antecipado que os EUA iriam atacar o Irã "com força" na quarta-feira.
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