Na noite do dia 27 para o dia 28, um eclipse lunar parcial vai cobrir cerca de 93% da superfície da Lua com a sombra da Terra, visível em todo o território nacional sem necessidade de qualquer equipamento especial.
Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo, o fenômeno começa por volta das 23h30 do dia 27, no horário de Brasília, e atinge o ponto máximo próximo à 1h da madrugada do dia 28.
Por que ele não fica completamente vermelho
Como se trata de um eclipse parcial, e não total, a Lua não fica completamente encoberta pela sombra da Terra.
Cerca de 93% do satélite vai escurecer, restando uma pequena faixa iluminada na parte superior, o que ainda assim promete um efeito visual marcante para quem observar o céu naquela noite.
Antes do evento lunar, o dia 12 de agosto será marcado por um eclipse solar total, considerado o mais espetacular do ano em todo o mundo, já que transforma o dia em noite por alguns minutos e permite observar a coroa solar.
A faixa de visibilidade, porém, fica restrita à Groenlândia, à Islândia, à Espanha, à Rússia e a Portugal, sem qualquer possibilidade de observação a partir do território brasileiro.
O fenômeno lunar
Além do Brasil, o eclipse lunar parcial de agosto também poderá ser observado em diversos países das Américas, da Europa e da África, o que amplia consideravelmente o público capaz de acompanhar o fenômeno ao vivo, a olho nu, em diferentes fusos horários ao redor do planeta.
O evento de agosto é o terceiro dos quatro eclipses previstos para 2026, que já teve um eclipse solar anular em fevereiro e um eclipse lunar total em março, este último bem visível principalmente no sul do Brasil.
O calendário astronômico do ano ainda reserva chuvas de meteoros e diferentes superluas ao longo dos próximos meses, mantendo o céu brasileiro movimentado até dezembro.








