O fim da Copa do Mundo de 2026 esvaziou rapidamente os mercados de previsões esportivas nos Estados Unidos.
Os volumes semanais de apostas ligadas ao futebol caíram cerca de 70% na Polymarket e 55% na Kalshi, as duas maiores plataformas do setor, na comparação entre o início de julho e a semana seguinte à decisão.
Segundo dados públicos do painel Dune, o volume semanal de apostas esportivas na Kalshi saiu de um pico de aproximadamente US$ 9 bilhões, na semana encerrada em 5 de julho, para cerca de US$ 4 bilhões na semana encerrada em 19 de julho.
Na Polymarket, a queda foi ainda mais acentuada: de US$ 2,3 bilhões para US$ 740 milhões no mesmo período.
Apostas durante o torneio
Ao longo da Copa, apostas esportivas responderam por cerca de 80% de todo o volume negociado nas duas plataformas, reflexo direto da série contínua de jogos que um Mundial oferece, algo raro em eleições ou decisões políticas, eventos que normalmente sustentam esse tipo de mercado.
Somente o mercado que apostava no campeão do torneio movimentou US$ 5,57 bilhões somados nas duas plataformas: US$ 4,28 bilhões na Polymarket e US$ 1,29 bilhão na Kalshi.
Antes da vitória da Espanha sobre a Argentina, por 1 a 0, os dois sites praticamente empatavam a probabilidade de vitória espanhola em 59%.
Quem lucrou com as apostas
Um levantamento da DeFiOasis, mostrou que 194 mil endereços diferentes negociaram no mercado do campeão dentro da Polymarket, mas apenas 54 desses endereços concentraram quase 60% de todo o lucro gerado, enquanto a maioria dos participantes teve resultado negativo ou ganhos inferiores a US$ 5.
Com o fim do calendário esportivo intenso, Kalshi e Polymarket enfrentam o desafio de manter o interesse do público recém-conquistado, migrando usuários para outras categorias de mercado, como eleições e decisões econômicas, ao mesmo tempo em que passam por maior escrutínio regulatório sobre contratos ligados a eventos sensíveis e o uso de informações não públicas nesse tipo de negociação.








