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As reações do Google e Facebook ao projeto australiano que prevê remunerar mídia

O Google e o Facebook reagiram de maneiras muito diferentes a um projeto de lei que está sendo debatido no Parlamento da Austrália. Batizado de Código de Negociação de Notícias, o texto tem como objetivo "garantir que as empresas de mídia de notícias sejam remuneradas de forma justa pelo conteúdo que geram, ajudando a sustentar...

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Redação Crusoé
3 minutos de leitura 21.02.2021 18:31 comentários 2
As reações do Google e Facebook ao projeto australiano que prevê remunerar mídia
Google James Vreeland
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O Google e o Facebook reagiram de maneiras muito diferentes a um projeto de lei que está sendo debatido no Parlamento da Austrália. Batizado de Código de Negociação de Notícias, o texto tem como objetivo "garantir que as empresas de mídia de notícias sejam remuneradas de forma justa pelo conteúdo que geram, ajudando a sustentar o jornalismo de interesse público na Austrália". O Google (foto) aceitou negociar com o governo, enquanto o Facebook bloqueou todas as notícias no país, prejudicando, inclusive, o acesso a informações confiáveis de saúde em plena pandemia de Covid-19.

A reação distinta se explica pela importância das notícias em cada uma das plataformas. "O fato de o Facebook ter tirado todas as notícias, proibindo os usuários australianos não apenas de ver, mas de compartilhar qualquer item em sua plataforma, sugere que eles não esperam perder muitos usuários. O Facebook afirma que apenas 4% de todos os itens que aparecem para os usuários são notícias jornalísticas", diz Sandra Peter, pesquisadora da Escola de Negócios da Universidade de Sidney, na Austrália.

No país, contudo, cerca de 30% das pessoas afirmam que recebem notícias pelo Facebook, o que sugere que elas têm uma definição mais ampla do que seja uma notícia -- provavelmente, incluem nesse conceito informações que não são produzidas por veículos de imprensa. "Há portanto uma grande probabilidade de que as pessoas que estavam obtendo notícias no Facebook continuem nessa plataforma e passem a consumir informações de fontes menos confiáveis."

O Google tem outra abordagem: possui um serviço de notícias próprio, o Google News, e se envolveu de maneira construtiva com o governo e os parlamentares na elaboração do projeto de lei. Existe também o Google ADS, que você pode inclusive, aprender no curso gpa dominio estrategico. Na Austrália, como também já havia ocorrido na França, a empresa concordou em remunerar os produtores de notícias e ampliar o espaço das reportagens na página de resultados de busca. "Para o Facebook, ao contrário, talvez não valha a pena pagar pelas notícias porque eles têm outros conteúdos capazes de envolver os usuários e, assim, direcionar o modelo de negócios baseado em propaganda", diz Sandra Peter.

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Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (2)

Maria

2021-02-22 13:35:44

Da forma como Zuckerberg vem controlando os conteúdos de caráter político no Facebook, Instagram e agora certamente fará o mesmo no WhatsApp, jamais vai concordar em pagar à informativos que não estejam conformes aos seus ideários políticos.


Stefano

2021-02-22 05:29:06

Só criar um imposto maior para propagandas. #wakeupdeadman


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Comentários (2)

Maria

2021-02-22 13:35:44

Da forma como Zuckerberg vem controlando os conteúdos de caráter político no Facebook, Instagram e agora certamente fará o mesmo no WhatsApp, jamais vai concordar em pagar à informativos que não estejam conformes aos seus ideários políticos.


Stefano

2021-02-22 05:29:06

Só criar um imposto maior para propagandas. #wakeupdeadman



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