Defesa de ministro afastado do STJ alega disfunção erétil
Magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi acusado de importunar uma jovem no Balneário Camboriú
Os advogados de defesa do magistrado Marco Buzzi (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentaram laudos médicos alegando que o cliente sofre de disfunção erétil.
Buzzi, de 68 anos, foi acusado de importunação sexual no início do ano.
Uma jovem de 18 anos, que é filha de um casal de amigos do ministro, acusou-o de tentar agarrá-la durante um banho de mar. Ela afirmou que sentiu a genitália do magistrado, que vestia shorts e sunga, pressionando o seu corpo.
O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.
Ele foi afastado em fevereiro em caráter cautelar, temporário e excepcional.
As informações com as alegações da defesa foram obtidas pelo portal Metrópoles.
De acordo com os advogados, Buzzi apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo — condição em que os testículos produzem quantidade insuficiente de testosterona e/ou espermatozoides — e ausência de ejaculação anterógrada.
Além disso, o magistrado também tem um histórico de cirurgia de próstata, diabetes e hipertensão.
Em fevereiro, Buzzi enviou uma carta aos colegas da Corte defendendo-se das acusações.
"Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado. De modo informal, soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência", afirmou Buzzi na carta.
"Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência. Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado. Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura. Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações."
"Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar. De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos."
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