Garotinho pode atrapalhar Paes no 1º turno, indica pesquisa
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas também mostra como está a disputa pelo Senado após a saída do ex-governador Cláudio Castro
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira, 4, indica que a entrada do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos, foto) na corrida pelo governo do Rio de Janeiro tem o potencial de impedir uma vitória do ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD) no primeiro turno da eleição deste ano.
A candidatura de Garotinho depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma mudança na Lei da Ficha Limpa que reduziu o período das punições de inelegibilidade para condenados.
O decano do STF, Gilmar Mendes, paralisou o julgamento na semana passada com um pedido de vista. Por enquanto, a relatora, Cármén Lúcia, e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade da mudança, o que prejudicaria Garotinho.
Mais um
A pesquisa divulgada nesta quinta mostra Paes liderando a corrida pelo Palácio da Guanabara, com 48,3% dos votos. É menos do que os 53% com que ele aparecia no levantamento do mesmo instituto em abril e lhe dariam uma vitória no primeiro turno.
A entrada de Garotinho, que marca 9,2% na pesquisa e aparece em terceiro lugar, parece determinante para isso.
O segundo lugar é do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), pré-candidato da família Bolsonaro no estado.
Ruas tinha 13,2% das intenções de voto em abril, e aparece agora com 12,6%, uma variação negativa dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.680 eleitores em 68 municípios do estado.
O quarto lugar é de André Marinho (Novo), que tem 4,2%, e é seguido pelo ex-governador Wilson Witzel (3,1%), que foi cassado, o Bombeiro Rafa Luz (Missão, 2,6%) e William Siri (PSOL, 0,6%).
A pesquisa de abril também testava o nome de André Português (Republicanos), que aparecia com apenas 0,7% das intenções de voto, bem menos do que Garotinho.
Rejeição
Apesar de ter o potencial de atrapalhar Paes, Garotinho é o pré-candidato ao governo mais repelido pelos eleitorado fluminense, com 42,4% de rejeição. O segundo é Witzel, com 27,9%, seguido por Paes (22%), Marinho (11%), Ruas (10,1%), Siri (9,3%) e Luz (8,5%).
Na disputa pelo Senado, que não contará com o enrolado e outrora favorito ex-governador Cláudio Castro (PL), a deputada federal e ex-governadora Benedita da Silva (PT) lidera o principal cenário, com 34,2% dos votos.
Agora, o deputado federal, ex-senador e ex-prefeito Marcelo Crivella (União) aparece em segundo, 26% dos votos.
Na sequência aparecem o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União, 21,3%), o deputado federal Pedro Paulo (PSD, 20,7%), a vereadora Monica Benício (PSOL, 11%), o deputado federal Carlos Jordy (10,4%), Mauro Campos (Novo, 9,%) e Helio Secco (Missão, 6%).
Considerado em um segundo cenário de disputa, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) tem 8,9% das intenções de voto.
O ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos) também teve o nome testado e aparece com 17,1% no melhor dos cenários e 10,2% no pior.
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