Maldini, ex-zagueiro e ídolo do Milan, assumiu recentemente o cargo de diretor técnico da seleção italiana, com Leonardo, tetracampeão mundial pelo Brasil em 1994, atuando como consultor da dupla.
Os dois integram o processo de reconstrução da Itália depois da eliminação nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, quando o país perdeu a vaga para a Bósnia nos pênaltis, ficando de fora do Mundial pela terceira vez seguida.
Além de cargos de auxilio, a Federação Italiana também intensificou a busca por um novo técnico para a Azzurra e colocou Pep Guardiola como principal alvo. Segundo o jornal Sky Sport Itália, os dirigentes Paolo Maldini e Leonardo se reuniram pessoalmente com o treinador espanhol em Barcelona, no último fim de semana.
A resposta ainda não veio
Guardiola já havia demonstrado, em outras oportunidades, o desejo de comandar uma seleção nacional no futuro. Encerrado o ciclo de dez temporadas no Manchester City, o técnico afirmou publicamente não ter planos definidos para a carreira, priorizando um período de descanso:
“Não tenho qualquer plano para o meu futuro, apenas descansar e recuperar o tempo que perdi com meus filhos. Quero fazer muitas coisas que não fiz e nem pensar em nada relacionado ao futebol nos próximos anos”, declarou o treinador, ao anunciar a saída do clube inglês.
Vínculo antigo com o futebol italiano
Guardiola tem identificação pessoal com a Itália: como jogador, teve passagens por Brescia e Roma no fim da carreira. Ainda assim, segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, as chances de o espanhol aceitar o convite já teriam começado a diminuir, já que a reunião em Barcelona não teria alterado sua posição inicial de afastamento do futebol no curto prazo.
Caso as conversas com Guardiola não avancem, a FIGC já trabalha com nomes alternativos, como Roberto Mancini, que já comandou a seleção italiana e conquistou a Eurocopa de 2021, e Andrea Pirlo, hoje treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos, depois de passagens discretas por Juventus e Sampdoria.
O prazo que pressiona a federação
A urgência da FIGC também está ligada ao calendário: a entidade precisa definir o comando técnico o quanto antes para iniciar a preparação rumo à Copa do Mundo de 2030, evitando repetir o cenário das últimas três edições, quando a Itália ficou de fora do Mundial em 2018, 2022 e 2026.







