Vai ter chapa com Aécio Neves e Joaquim Barbosa?
Deputado federal e ex-ministro do STF se encontraram em uma livraria no Rio de Janeiro para discutir o cenário eleitoral
O deputado federal e presidente do PSDB, Aécio Neves, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa reuniram-se em uma livraria no Rio de Janeiro na quarta-feira, 3.
O objetivo foi discutir o cenário eleitoral e prospectar uma possível aliança este ano.
Joaquim Barbosa é pré-candidato pelo Democracia Cristã (DC).
Aécio Neves tem dito que está pensando em uma candidatura este ano.
"Hoje eu sou presidente do PSDB, lutando para que o Brasil construa um caminho entre esses polos tão atrasados, que tão mal vêm fazendo ao Brasil", disse Aécio ao Papo Antagonista.
"Mas eu não me coloco como pré-candidato. O que eu recebi nessas últimas semanas foi um apelo de lideranças nacionais expressivas, como Ciro Gomes, como Roberto Freire, como Tasso Jereissati, dentre tantas outras, para que nós buscássemos apresentar uma alternativa ao país. Mas, daqui até assumir efetivamente uma pré-candidatura, nós temos uma longa estrada."
Declaração
Após o encontro com Joaquim Barbosa, Aécio Neves divulgou um comunicado.
"Foi um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil. O ministro Joaquim Barbosa se habilitou à disputa eleitoral ao se filiar a um partido político, o DC, e, assim como nós, busca construir um caminho fora da polarização."
"Foi uma primeira conversa em que nós prospectamos cenários. Vamos avaliar nas próximas semanas, através das pesquisas eleitorais, a potencialidade desse caminho", afirma a nota.
"O ministro tem um recall importante entre parte da população por sua atuação, na época do mensalão, quando foi presidente do STF. Nas próximas semanas, analisaremos a evolução do quadro político-eleitoral."
"Tive muita alegria em rever, ontem, o ministro Joaquim Barbosa."
Pesquisas
Na pesquisa Realtime Big Data divulgada no dia 1º de junho, Aécio Neves e Joaquim Barbosa aparecem com cerca de 3% de intenção de voto cada um.
No primeiro cenário, em que os nomes dos dois foram citados aos entrevistados, eles aparecem atrás de Lula (38%), Flávio Bolsonaro (31%), Renan Santos (6%), Ronaldo Caiado (6%) e Romeu Zema (4%).
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