Leite finalmente embarcou na pré-candidatura de Caiado?
Governador do Rio Grande do Sul demonstrou ressentimento quando foi preterido na escolha do PSD de um pré-candidato à Presidência
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que Ronaldo Caiado, o pré-candidato do PSD à Presidência, é o nome com mais "condição moral para liderar" o Brasil, quando comparado aos demais presidenciáveis.
Em entrevista à RedeTV, ele disse que o ex-governador de Goiás não está "manchado" por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, fazendo referência a Flávio Bolsonaro (PL).
"O Caiado é o único que eu vejo com essa capacidade entre os nomes que estão postos. Outros têm projetos errados ou não têm capacidade de articulação política para poder liderar o país", disse Leite.
O candidato precisa "ter inteligência emocional, tem que ter capacidade de gestão, tem que conseguir reunir os bons quadros e tem que ter capacidade política para lidar com o Congresso", acrescentou.
"Embora eu tenha divergências em relação a determinadas opiniões do Caiado, a política é justamente sobre a gente construir entre os diferentes. É construir convergências entre as pessoas que pensam diferente", completou.
O ‘desencantado’ Eduardo Leite
Quando Gilberto Kassab optou pela candidatura de Caiado, Eduardo Leite afirmou que a escolha do partido tende a manter um “ambiente de polarização radicalizada” no país.
Em vídeo, Leite disse que não iria discutir a decisão da legenda, mas voltou a fazer a defesa de um centro “liberal” e “democrático de verdade”.
“Existe, sim, no Brasil, um desejo forte, talvez ainda silencioso, mas muito real, por mais equilíbrio, por mais sensatez, por mais respeito. Um desejo por uma política que não precisa gritar para ser ouvida, que não precisa dividir para existir, que não trate quem pensa diferente como inimigo. O Brasil tá cansado, muito cansado, de uma disputa que aprisiona o debate entre os extremos. E com toda a franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país. Eu acredito num outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade, não como uma posição de conveniência, mas como compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais.”
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