Europeus defendem inclusão do Líbano no cessar-fogo, e Netanyahu reage
"Continuaremos atacando o Hezbollah em qualquer lugar que for necessário", disse o primeiro-ministro de Israel
Alguns dos principais líderes europeus defenderam a inclusão do Líbano, área de atuação do grupo terrorista Hezbollah, no acordo de cessar-fogo selado entre Estados Unidos e Irã.
"Acabei de falar com o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam.
Expressei a solidariedade total da França diante dos ataques indiscriminados realizados por Israel no Líbano hoje, que resultaram em um número muito elevado de vítimas civis. Condenamos esses ataques nos termos mais enérgicos possíveis.
Eles representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo que acaba de ser alcançado. O Líbano deve ser totalmente abrangido por ele.
Reitero a necessidade de preservar a integridade territorial do Líbano e a determinação da França em apoiar os esforços das autoridades libanesas para manter a soberania do país e implementar o plano de desarmamento do Hezbollah", disse o presidente da França, Emmanuel Macron, no X.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, acrescentou:
"Justo hoje, Netanyahu lança seu ataque mais duro contra o Líbano desde que começou a ofensiva.
Seu desprezo pela vida e pelo direito internacional é intolerável.
É hora de falar claro:
- O Líbano deve fazer parte do cessar-fogo.
- A comunidade internacional deve condenar essa nova violação do direito internacional.
- A União Europeia deve suspender seu Acordo de Associação com Israel.
- E não deve haver impunidade diante desses atos criminosos."
A vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, afirmou:
"O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra, mas o direito de Israel à autodefesa não justifica infligir uma destruição tão massiva.
Os ataques israelenses mataram centenas na noite passada, tornando difícil argumentar que tais ações de mão pesada se enquadram na autodefesa.
As ações israelenses estão colocando o cessar-fogo EUA-Irã sob grave tensão. A trégua com o Irã deve se estender ao Líbano.
O Hezbollah deve se desarmar. A UE apoia os esforços do Líbano para desarmar o Hezbollah.
Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira, 9, que as Forças de Defesa israelenses continuarão atacando o Hezbollah "com força, precisão e determinação" em "qualquer lugar que for necessário".
"Continuamos atacando o Hezbollah com força, precisão e determinação.
Em Beirute, eliminamos Ali Youssef Kharshi, secretário pessoal do secretário-geral da organização terrorista Hezbollah, Naim Qassem, e um dos homens mais próximos a ele.
Paralelamente, esta noite, as FDI atacaram uma série de infraestruturas terroristas no sul do Líbano: passagens usadas para transferir milhares de armas de combate, foguetes e lançadores, bem como depósitos de munições, lançadores e comandos do Hezbollah.
Nossa mensagem é clara: quem age contra os cidadãos de Israel será atingido. Continuaremos atacando o Hezbollah em qualquer lugar que for necessário, até que restauremos a segurança total para os residentes do norte."
Leia também: Cessar-fogo com o Irã inclui ou não o Líbano?
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