A Colômbia deve inaugurar em 2028 a primeira linha do metrô de Bogotá, um sistema elevado construído com participação de empresas chinesas.
O projeto terá cerca de 24 quilômetros de extensão e 16 estações entre o Portal de las Américas e a Calle 72 com Avenida Caracas, segundo a Prefeitura de Bogotá.
Projeto elevado
A primeira linha será totalmente elevada, o que explica a associação com a ideia de “metrô aéreo”. A estrutura deve passar por áreas importantes da capital colombiana e se integrar ao sistema TransMilenio em parte das estações.
De acordo com a Prefeitura de Bogotá, o traçado terá ainda ciclovias, prédios de acesso, bicicletários e conexões com corredores de ônibus.
O objetivo é melhorar o deslocamento em uma cidade marcada por trânsito intenso e alta dependência do transporte coletivo.
Participação chinesa
O projeto tem participação do consórcio Metro Línea 1, formado por empresas chinesas. A parceria envolve construção, fornecimento de trens, sistemas e operação inicial da linha.
Além disso, o primeiro trem do metrô chegou à Colômbia em 2025, etapa simbólica para um projeto discutido em Bogotá há décadas.
O sistema usará composições elétricas e deve operar sem condutor, conforme informações divulgadas por veículos especializados em infraestrutura ferroviária.
Impacto na mobilidade
A Linha 1 deve atender áreas populosas e reduzir o tempo de deslocamento em trajetos de grande demanda. Segundo dados oficiais da cidade, o projeto beneficiará cerca de 2,9 milhões de habitantes ao longo do corredor.
Também haverá integração com ônibus, bicicletas e acessos para pedestres. Com isso, a obra busca criar uma rede mais articulada, em vez de funcionar como transporte isolado.
Inauguração prevista
A operação comercial aparece prevista para 2028. Antes disso, o projeto precisa concluir trechos de viaduto, estações, pátio, testes técnicos e integração dos sistemas.
Bogotá pode se tornar a primeira capital sul-americana a receber um metrô elevado de grande porte com essa configuração. A inauguração marcará uma mudança histórica para a mobilidade da cidade, mas ainda depende do cumprimento do cronograma de obras e testes.




