Efeito Tayayá: reprovação a Toffoli pula para 81%
Levantamento mostra rejeição ao ministro subir 30 pontos percentuais após caso envolvendo o Banco Master
O escândalo do Banco Master e as possíveis ligações de Daniel Vorcaro com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), levaram a imagem do magistrado ao pior patamar entre os integrantes da Corte.
Pesquisa AtlasIntel revela que 81% dos brasileiros têm uma imagem negativa de Toffoli.
Apenas 9% avaliam o ministro positivamente.
O índice de rejeição cresceu 31 pontos percentuais em relação a agosto do ano passado, antes de o caso vir à tona
Para 49,3% Toffolli deveria sofrer impeachment "imediatamente", enquanto 33,7% defendem que ele seja destituído "apenas se e quando for comprovado que teve envolvimento no caso do Banco Master."
Em fevereiro, o ministro admitiu ser sócio da empresa Maridt, que recebeu milhões de um fundo de investimento ligado a outro fundo cujo cotista único era Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Essa empresa recebeu R$ 3,1 milhões de um fundo de investimentos chamado Arleen quando vendeu uma parte que tinha no Resort Tayayá.
Gilmar, Moraes e Dino
O segundo ministro mais reprovado é o decano Gilmar Mendes, cuja rejeição subiu de 56% para 67%.
Já Alexandre de Moraes passou de 51% para 59% de imagem negativa.
Dino, por sua vez, conta aparece com 58% de reprovação.
Confiança no STF
A pesquisa também mediu a confiança dos brasileiros no STF.
60% afirmam não confiar na instituição, enquanto 34% dizem confiar.
O número subiu 9% percentuais em comparação com o último levantamento de 2025.
Outros 6% não sabem responder.
Imparcialidade
Para 59,5% dos entrevistados, a maioria dos ministros do STF não tem demonstrado "competência e imparcialidade" nos julgamentos na Corte.
Já 34,9% afirmam confiar a na idoneidade dos integrantes.
Caso Master
A pesquisa mediu a percepção dos brasileiros sobre o caso Master.
Segundo o levantamento, 53% acham que o processo de liquidação da instituição financeira deveria ser julgado em outra instância.
Já 36,9% concordam que o caso permaneça no STF.
Pressão
Para 76,9% dos entrevistados, há “muita influência” de políticos e grupos poderosos no julgamento do caso no Supremo.
Outros 13% veem “alguma influência”, e apenas 6,1% acreditam que não há influência.
A pesquisa ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
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