Quaest: eleitor não acredita na moderação de Lula e Flávio
Filho de Jair Bolsonaro tenta repetir movimento do petista para convencer eleitores avessos ao radicalismo
O levantamento Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira, 13, indica que o eleitor não acredita na moderação de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois principais nomes da disputa presidencial em 2026.
Questionados se Lula é mais moderado que o PT, 45% dos entrevistados responderam "não", ante 40% que disseram "sim".
A pergunta em relação a Flávio foi: "Flávio é mais moderado que a família Bolsonaro?"
Para 47%, a resposta é "não". Outros 39% afirmaram que "sim".
Em abril, os entrevistados pela Quaest estavam divididos sobre Lula: 42% diziam que ele era mais moderado do que o partido, contra 42% que não viam o presidente dessa forma.
Quanto a Flávio Bolsonaro, 45% afirmavam não vê-lo mais moderado do que a família, ante 39% que o achavam menos radical do que os irmãos.
Eleitores independentes
Entre os eleitores independentes, 48% não acham que Lula seja mais moderado do que o PT. Em abril, o percentual era de 46%.
Em relação a Flávio Bolsonaro, 51% não concordam que ele seja mais moderado do que o pai e os irmãos. No mês passado, eles eram 43%.
Flavinho Paz e Amor
Desde que se lançou como pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro tem feito uma campanha para convencer eleitores moderados e avessos ao radicalismo de direita.
O gesto repete o movimento feito por Lula em 2002. Naquele ano, com ajuda do marqueteiro Duda Mendonça, o petista botou terno e gravata e tentou se mostrar como uma pessoa mais moderada, que não apoiaria mudanças drásticas na economia.
O primeiro movimento da turma de Flávio foi tentar mostrá-lo como alguém distante dos militares.
Ao comentar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que foi rebaixada após homenagear Lula na Marquês de Sapucaí, Flávio tentou mostrar que gosta de Carnaval.
"Carnaval não é só a festa. É muito trabalho também. É um exemplo de como o Brasil pode ser criativo, mesmo com pouco. Parabéns a todos que se dedicaram o ano inteiro para que essa festa pudesse acontecer. É essa força e essa criatividade que vão nos ajudar a romper as amarras que hoje impedem o Brasil de crescer", disse o senador.
Há até uma tentativa de aproximar Flávio Bolsonaro da comunidade LGBT.
Seu irmão Eduardo Bolsonaro compartilhou a publicação de João Pedro Sastre, que se identifica como "gay de direita" e é pré-candidato a deputado por São Paulo.
Em uma imagem feita por inteligência artificial, Flávio recebe um beijo na bochecha de João Pedro.
"Tá confirmado. Flávio apoia a liberdade de todos. Vocês já ouviram alguma fala homofóbica de Flávio? Marque um LGBT para conhecer nosso futuro presidente", diz a mensagem.
O Lulinha Paz e Amor funcionou em 2002 e foi retomado com sucesso em 2006 e 2022.
Para as eleições deste ano, contudo, Lula chegou a dizer que "não tem essa mais de ‘Lulinha Paz e Amor’. Não tem essa mais. Essa eleição vai ser uma guerra".
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