A instituição mais queimada pelo escândalo do Master
Segundo a pesquisa Meio/Ideia, 69,9% dos brasileiros acham que a credibilidade do STF está abalada
Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 11, apontou o Supremo Tribunal Federal (STF) como a instituição mais associada ao escândalo do Banco Master, graças às conexões entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados associam a Corte ao caso Master.
O governo Lula é a segunda instituição mais ligada ao caso, com 21,3%, seguida pelo Congresso, com 17,9%.
Outros 25,8% disseram associar todas as instituições ao escândalo.
Credibilidade do STF
O Ideia também perguntou como fica a credibilidade do STF após o caso Master.
Ao menos 69,9% dos entrevistados disseram que ela fica "abalada", ante 17,1% que responderam "preservada".
Cerca de 13,1% não souberam responder.
Impeachment
A promessa de impeachment de um ministro do Supremo deve direcionar o voto para senador de 44% dos entrevistados pelo instituto Ideia.
Por outro lado, 33% disseram que a chance de votar em um senador que apoie o impeachment de magistrados da Suprema Corte "não aumenta nem diminui", 15,5% afirmaram que "diminui a chance" e 7,5% não sabem.
A pesquisa
O Ideia fez 1.500 entrevistas por telefone entre 6 e 10 de março.
A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00386/2026.
Os recados de Fachin
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, abriu um encontro com presidentes de tribunais superiores e de segunda instância, na sede do STF, em Brasília, dando uma série de recados aos juízes e desembargadores brasileiros.
Em meio à crise agravada pelos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, ambos suspeitos de manterem ligações escusas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Fachin defendeu o "saudável distanciamento" entre magistrados e interesses em jogo.
"No nosso país, porém, o saudável distanciamento que mantemos das partes e dos interesses em jogo é o que permite, na prática, um mínimo de justiça social. A imparcialidade não é frieza — é a condição de possibilidade da equidade."
Para Fachin, os juízes e desembargadores não podem deixar que a justiça fique aprisionada "em interesses paroquiais, em conveniências econômicas ou em cálculos políticos".
"O que legitima a justiça é o mesmo ideal que legitima a liberdade. E em nome desse ideal devemos ser virtuosos — dar o exemplo", disse o presidente da Corte, cuja atuação dos ministros junto a atores políticos e econômicos tem sido amplamente questionada pela sociedade.
"Não temos o voto. Temos a razão da lei", disse Fachin.
"E exatamente por isso não podemos jamais abrir mão de fundamentar nossas escolhas, de justificar nossas decisões. Elas devem ser escrutinadas amplamente, com toda a transparência, e devem ser capazes de sobreviver ao mais impiedoso exame público", continuou.
"Sem a dialética do debate, a confiança no Judiciário se desfaz — e sem confiança, não há autoridade que resista", seguiu.
Leia também: Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio
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Comentários (1)
sandra maria guerra da rocha
2026-03-11 09:31:36Muito blá blá blá desses ministros do STF . Estão na realidade acabando com a Instituição , que é um pilar da Democracia. É necessario urgentemente o Impeachment desses "togados desajustados " e mudança do criterio para suas escolhas! O Brasil não pode seguir o exemplo da corte americana , pois infelizmente o nosso DNA é "contaminado" pelo corrupção !