O benefício citado é o abono salarial de 2026, mas a base de análise é outra: ele vale para quem trabalhou com carteira assinada em 2024.
Essa é a regra central do calendário atual. Segundo o governo federal, no pagamento de 2026, têm direito os trabalhadores que receberam remuneração média de até R$2.766 por mês no ano-base de 2024.
O que conta, neste caso, é a situação do trabalhador em 2024, ano usado pelo governo para verificar renda, tempo de serviço e regularidade dos dados enviados pelo empregador.
Quem pode receber
O abono salarial atende trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, desde que cumpram alguns critérios:
- ter trabalhado para empregador que contribui para o PIS ou para o Pasep;
- ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias em 2024, seguidos ou não;
- estar cadastrado no PIS/Pasep há no mínimo cinco anos;
- ter os dados informados corretamente pelo empregador no eSocial até 13 de outubro de 2025.
O trabalhador só entra na regra se tiver recebido, em média, até R$2.766 por mês no ano-base de 2024.
Quanto cai na conta
O abono corresponde ao salário mínimo atual dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano-base. Em 2026, o salário mínimo considerado no cálculo é de R$1.621.
Na prática, o benefício varia de R$136 a R$1.621.
Quem trabalhou 1 mês em 2024 recebe R$136. Já quem trabalhou os 12 meses do ano-base pode receber o valor cheio, de R$1.621.
A tabela oficial do governo traz esta escala:
1 mês: R$136
2 meses: R$271
3 meses: R$406
4 meses: R$541
5 meses: R$675
6 meses: R$811
7 meses: R$946
8 meses: R$1.081
9 meses: R$1.216
10 meses: R$1.351
11 meses: R$1.486
12 meses: R$1.621.
Como funciona o pagamento
O calendário de 2026 segue o mês de nascimento do trabalhador.
Os pagamentos começaram em 16 de fevereiro de 2026 e os valores ficam disponíveis até 30 de dezembro de 2026.
Na iniciativa privada, o pagamento do PIS fica com a Caixa Econômica Federal. No caso do Pasep, voltado a servidores, o depósito fica a cargo do Banco do Brasil.



