De acordo com especialistas, a capacidade cognitiva de uma pessoa está relacionada principalmente a fatores genéticos e ambientais, como estímulos sociais e educação, e não necessariamente à sua data de nascimento.
Contudo, pesquisadores do Insper decidiram desenvolver um estudo sobre desempenho acadêmico e, por conta disso, acabaram descobrindo que o aspecto descartado apresenta potencial para impactar o nível educacional.
Isso porque, conforme revelado pelo texto, publicado em 2021, o momento em que a criança inicia o ano letivo pode determinar como será seu desempenho ao longo de toda a jornada até o ensino superior.
O estudo apontou que, entre 2007 a 2017, crianças que completavam sete anos até o dia 31 de janeiro poderiam ingressar no primeiro ano do ensino fundamental, enquanto as demais precisariam aguardar por mais um ano.
Porém, embora os alunos que começaram a estudar mais cedo conseguiam completar o ensino médio antes da média, aqueles que entraram na escola mais velhos apresentaram melhores resultados a longo prazo, tendo menores chances de reprovação e maiores taxas de conclusão escolar.
A influência da idade no nível educacional: entenda a pesquisa
Para alcançar os resultados, a equipe do Insper envolvida no estudo acompanhou diversos alunos ao longo dos anos com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
E de acordo com o que foi observado, os alunos que ingressaram no ensino fundamental com um ano de diferença parecem apresentar uma maturidade intelectual e emocional mais sólida, o que favorece o nível educacional.
Consequentemente, as chances de alcançar o ensino superior também são mais amplas para este público, uma vez que a trajetória escolar mais consistente resulta em um aumento no interesse pelo desenvolvimento de conhecimentos específicos.
Os especialistas observaram ainda que, quando a criança tem acesso à pré-escola, os ganhos podem ser ainda mais significativos, pois interações sociais favorecem o amadurecimento, mesmo com pouca idade.




