A população do município de São José, em Santa Catarina, vem sentindo falta em algumas áreas da saúde e educação públicas na cidade após diversos servidores iniciarem uma greve nesta semana. O episódio afeta centros de saúde essenciais.
Segundo informações sobre o caso, a greve resultou no fechamento de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), policlínicas e pelo menos 11 salas de vacina. Além do setor da saúde, a paralisação também afeta setores da educação na cidade.
Por que a greve foi iniciada?
Segundo representantes das categorias que estão se manifestando, a questão principal são as condições de trabalho. De acordo com os grevistas, esses setores estão sofrendo com falta de profissionais, sobrecarga dos trabalhadores e falta de estrutura e equipamentos nas unidades públicas.
Os grevistas vêm reivindicando revisões salariais, a convocação de concursados para suprir vagas abertas nos setores, isonomia na carreira e enquadramento de cargos específicos na educação especial.
A prefeitura da cidade informou que, por enquanto, a greve conta com a adesão de 23,4% dos servidores da saúde. Enquanto isso, 19,4% dos servidores da educação e 12,3% dos servidores da assistência social também aderiram ao movimento.
Negociações com a prefeitura
Representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) falam que a categoria já se reuniu diversas vezes com a prefeitura de São José. No entanto, as reuniões não têm resultado em avanços necessários para o fim da greve.
De acordo com a gestão da cidade, o reajuste salarial de todos os servidores já está garantido no vencimento de maio. Além disso, a prefeitura também propôs a reposição da inflação de pagamentos em maio e outubro.
Há previsão para o fim?
Representantes do Sintrasem afirmam que não há previsão para a greve acabar e a paralisação deve seguir por tempo indeterminado. Os grevistas devem realizar uma concentração em frente à sede da prefeitura de São José para reafirmar suas reivindicações nesta quarta-feira (06).
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