Um aglomerado de pessoas se juntou, em 1514, na Itália, especificamente em Tarquinia, para conseguir ver um animal.
Esse, por sua vez, se tratava de um elefante. Denominado Hanno, ele era do Papa Leão X. Chamando atenção, ele foi um presente.
Porém, sua trajetória mostrou como o homem foi capaz de submeter o ser a condições precárias, comprometendo seu bem-estar.
A história por trás
Até chegar a Roma, o elefante partiu de Kochi, Índia. Tudo foi manuseado por portugueses, e a viagem foi um tanto longa, fazendo com que Hanno fizesse todo o caminho em questões meteorológicas não adequadas para ele. Além disso, o estresse foi tanto, justamente por conta das pessoas que se aproximavam.
O nascimento do elefante que foi dado ao Papa Leão X aconteceu aproximadamente em 1510. Adquirido pelo rei Manuel I, ele foi dado de presente. Com isso, Hanno passou por treinamentos, em que indianos cuidavam dessa parte. Já em 1511, ele foi transportado em um navio a caminho da Europa.
Não só o sol em temperaturas elevadas, como também chuvas marcaram o trajeto. O elefante foi amarrado, estando muito distante de seu habitat natural. A viagem teve duração de seis meses, e ao chegar à Europa, ainda teve que se deslocar para chegar a Roma. Por isso, passou por outras localidades.
Durante essas pequenas pausas, o elefante era exposto, pois muitas pessoas rodeavam o navio para vê-lo. Os níveis de estresse foram tantos que Hanno sentia os efeitos físicos. Quando chegou à Itália, todo o cansaço continuou. Passando por trajetos, como estradas, o animal acabou ferindo seus pés.
No século 16, esses animais, como elefantes, eram usados para transmitir poder. Não só papas, como também reis, os colocavam para desfilar. O propósito era mostrar como eles tinham muita influência. Com toda a exposição, os cuidados não eram os adequados, e a saúde ficava um tanto comprometida. Hanno ficou vivo por dois anos, mas, apesar dos tratamentos, eles não foram suficientes.




