A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para a circulação de informações falsas e distorcidas sobre o caso Ypê, após a suspensão de fabricação, venda e uso de produtos da marca.
A medida atinge lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes fabricados pela Química Amparo, mas apenas em lotes com numeração final 1.
De acordo com a Anvisa, a decisão saiu em 7 de maio após avaliação técnica de risco sanitário e inspeção conjunta com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
A agência identificou falhas relevantes em etapas críticas de produção, garantia da qualidade e controle de qualidade.
O que motivou a ação
Além disso, a Anvisa informou que os problemas comprometem requisitos de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes. A agência também apontou risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de contaminação microbiológica.
No entanto, a medida não vale para todos os produtos da marca. A própria Anvisa destaca que somente os lotes terminados em 1, dentro da relação publicada no Diário Oficial da União (DOU), entram na suspensão e no recolhimento.
Informação falsa circula
Aos Fatos identificou uma peça falsa atribuída à Ypê, que dizia que a empresa teria registrado recorde de vendas após a decisão da Anvisa.
A checagem afirma que a própria companhia negou ter divulgado qualquer resultado de desempenho comercial.
Com isso, o caso passou a exigir atenção também contra a desinformação. Publicações fora de canais oficiais podem confundir consumidores e levar ao uso de produtos que devem ser recolhidos.
O que fazer
Quem tiver em casa produtos dos lotes afetados deve suspender o uso imediatamente e procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa, segundo orientação da Anvisa.
Portanto, a recomendação principal é conferir lote, produto e fonte da informação. Em caso de dúvida, o consumidor deve consultar o comunicado oficial da Anvisa e evitar compartilhar mensagens sem confirmação.




