O Brasil registrou 4.834.308 pedidos de primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre janeiro e abril de 2026, número 303% maior que o do mesmo período de 2025.
O dado, atribuído ao Ministério dos Transportes, representa o melhor resultado para o primeiro quadrimestre desde a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997.
A alta ocorre após mudanças no programa CNH do Brasil, criado para reduzir custos e simplificar etapas do processo de habilitação. Segundo o Ministério dos Transportes, a gratuidade do curso teórico já gerou economia estimada em R$ 1,8 bilhão aos candidatos desde dezembro de 2025.
Custo menor
De acordo com a pasta, antes das mudanças, o processo completo para as categorias A e B podia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Atualmente, o valor varia entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.
Além disso, o programa inclui curso teórico gratuito, redução da carga mínima de aulas práticas, possibilidade de formação com instrutores autônomos credenciados e teto de R$ 180 para exames médico e psicológico.
Exames também sobem
O aumento na procura também apareceu nas etapas obrigatórias. Conforme dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, os exames médicos e psicológicos chegaram a 2.353.329 avaliações em 2026, acima das 2.242.283 registradas no ano anterior.
A emissão de carteiras também cresceu. Entre janeiro e abril, o país emitiu 858.896 CNHs, contra 824.291 no mesmo quadrimestre de 2025. O resultado ficou próximo do recorde de 2014, quando o Brasil emitiu 873.181 documentos no período.
Acesso ampliado
Minas Gerais lidera a economia com a gratuidade do curso teórico, com cerca de R$ 269,6 milhões poupados pelos candidatos. Em seguida aparecem São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul.
Assim, a mudança não eliminou todas as etapas para tirar a CNH, mas reduziu o custo de entrada. A tendência é que a procura siga alta enquanto os candidatos buscam aproveitar o novo modelo.




