A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que foi definido um limite para o uso de power banks dentro de aviões. De acordo com a organização, passageiros em voos só poderão levar duas unidades das baterias recarregáveis por vez. Além disso, os passageiros não poderão recarregar as baterias durante o voo.
A medida foi concretizada em março deste ano pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência da ONU que regula a aviação global e estabelece regras de voo para os países membros da organização.
O que motivou a mudança?
A ICAO não entrou em detalhes sobre o que motivou a nova regra no comunicado. No entanto, diversos casos de acidentes envolvendo power banks vêm sendo registrados em voos de vários países.
Um exemplo recente foi um voo da Latam que partiu de Congonhas (SP) para Brasília (DF). O avião precisou desviar de sua rota e pousar em Ribeirão Preto (SP) por causa de um incêndio que aconteceu dentro do avião. O fogo foi causado pelo power bank de um passageiro que pegou fogo enquanto a nave estava no ar.
Um outro caso também foi registrado em um voo internacional que saiu do Brasil para Amsterdã, na Europa. Nesse caso, a bateria portátil de um passageiro também pegou fogo e chegou a encher o interior da nave de fumaça.
A preocupação com esses incidentes cresceu de forma que, antes da ICAO determinar a restrição, o limite já vem sendo adotado por alguns países como a Coreia do Sul.
Por que as baterias pegam fogo?
Especialistas explicam que a chance de um powerbank pegar fogo é extremamente rara, estimada em cerca de uma em 10 milhões. Acontece que, embora o risco individual seja pequeno, a frequência de incidentes em aviões tem aumentado devido ao enorme volume de dispositivos transportados.
De acordo com fabricantes dos itens, o principal motivo é um fenômeno chamado fuga térmica em baterias de íon-lítio. Isso ocorre quando a bateria sofre um aumento descontrolado de temperatura e pressão, gerando uma reação em cadeia que libera gases inflamáveis e fogo.
Transportar os itens em voos não necessariamente aumenta a chance desses incidentes, mas o ambiente pode facilitar algumas das causas mais comuns para fuga térmica. As causas mais comuns para isso acontecer em voos incluem:
- Danos físicos: Quedas ou pressão excessiva (como quando um dispositivo cai no trilho do assento e é esmagado ao movê-lo) podem romper as barreiras internas da bateria, causando curto-circuito.
- Defeitos de fabricação: Power banks mais baratos ou sem marcas reconhecidas podem não ter sistemas de segurança contra sobrecarga ou curtos internos.
- Superaquecimento: O uso prolongado, carregamento rápido ou deixar o dispositivo em locais abafados (como dentro de uma mochila ou sob um cobertor) pode elevar a temperatura perigosamente.
Outras regras
Além dos limites impostos pela ICAO, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também regulam o uso dos itens. No caso, impões limites com base na capacidade de recarga ou “Watt-hora” (Wh) das baterias. Confira:
- Até 100 Wh: Permitido apenas na bagagem de mão, sem autorização prévia.
- Entre 100 Wh e 160 Wh: Requer autorização da companhia aérea e limite de duas unidades por pessoa.
- Acima de 160 Wh: Totalmente proibido.
Vale ressaltar também que power banks são proibidos na bagagem despachada. O motivo disso é que proibidos na bagagem despachada. O motivo é simples: se um incêndio começar no porão de carga, ele pode não ser detectado a tempo pelos sistemas automáticos de extinção, que muitas vezes não conseguem apagar fogos de lítio.





