Considerada a primeira dentre as sete artes clássicas, consolidadas no início do século XX, a música consiste na capacidade de combinar sons e silêncios de forma organizada e harmônica para transmitir emoções, ideias e sensações.
No entanto, enquanto determinadas canções podem marcar as pessoas por sua complexidade ou pelo impacto que causam, outras acabam “grudando” na cabeça mesmo sendo mais simples e sem provocar o mesmo efeito.
E de acordo com especialistas, estas consequências estão diretamente relacionadas à construção sonora das chamadas “músicas chiclete”, que seguem uma lógica específica para que se popularizem, adotando refrões curtos, simples e repetitivos.
Além disso, em entrevista ao jornal O Globo, a DJ Scheila Santos esclareceu que determinadas datas, como o Carnaval, também podem contribuir para a popularização destas canções, já que elas costumam ser repetidas com mais intensidade no período, passando a integrar a experiência emocional da festa.
Ao serem ouvidas em blocos, no rádio do carro, em festas e nas redes sociais, estas músicas acabam sendo associadas pelo cérebro à sensação de alegria e pertencimento, o que faz com que ela “grude” na cabeça.
É possível esquecer uma “música chiclete”?
É importante lembrar que o conceito de “música chiclete” é analisado desde 1979, surgindo pela primeira vez em análises do psiquiatra Cornelius Eckert. E com o tempo, outros especialistas passaram a analisar métodos para esquecê-las.
Para muitos, a tática mais funcional é a distração com outras atividades, já que momentos de monotonia podem acabar incentivando a repetição da música na cabeça. Ao se dedicar a alguma ação, as funções do cérebro são desviadas para uma direção específica.
Em contrapartida, outros pesquisadores defendem que a atenção plena pode ser a abordagem ideal para evitar que estas músicas grudem na cabeça, pois ao ouvi-las de forma mais descompromissada, as chances do refrão ou de partes repetitivas se atrelarem à memória são mais baixas.




