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O filósofo Leo Tolstói esteve casado por quase 50 anos: seus conselhos sobre casamento continuam válidos até hoje

Autor russo viveu 48 anos com Sophia e transformou a vida familiar em tema literário

Por Sofia Volpi
09/04/2026
Em Geral
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“Não é possível ser bom pela metade.” Foto: Underwood &Underwood/Corbis

“Não é possível ser bom pela metade.” Foto: Underwood &Underwood/Corbis

Leo Tolstói, autor de Guerra e Paz e Anna Kariênina, ficou casado por 48 anos com Sophia Andreyevna Behrs. Os dois se casaram em setembro de 1862 e permaneceram juntos até a morte do escritor, em 1910. A duração da relação ajuda a explicar por que reflexões do russo sobre família e convivência ainda circulam há anos.

Uma união longa, mas nada idealizada

A história do casal esteve longe de ser simples. Fontes biográficas apontam que o casamento reuniu parceria intelectual, rotina familiar intensa e conflitos que se agravaram nos últimos anos de vida de Tolstói.

A Britannica registra que o autor deixou a propriedade da família em 1910, abalado pela infelicidade no casamento e pelas contradições entre sua vida privada e seus princípios.

Ainda assim, a união foi central na vida do escritor. O museu de Yasnaya Polyana, antiga propriedade da família e hoje instituição dedicada à memória de Tolstói, informa que Sophia passou a viver com ele na propriedade após o casamento e assumiu papel importante na organização da casa e da vida cotidiana.

Sophia não foi apenas “a esposa de Tolstói”

Sophia teve participação direta no processo de trabalho do escritor. Estudos e registros ligados ao acervo de Yasnaya Polyana mostram que ela esteve envolvida na organização da biblioteca e no cotidiano intelectual da casa.

Já verbetes biográficos apontam que ela foi peça importante na administração da família e no apoio ao trabalho literário do marido.

A Britannica também situa o casamento no período em que Tolstói consolidou sua produção literária mais conhecida. Foi nos anos seguintes à união que ele se dedicou à escrita de Guerra e Paz, publicado entre 1865 e 1869.

O casamento virou matéria-prima da obra

A relação entre vida doméstica e literatura aparece de forma evidente em Anna Kariênina. Segundo a Britannica, o romance abre com uma das frases mais conhecidas de Tolstói sobre a vida familiar: “Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”.

Esse ponto ajuda a entender por que o pensamento de Tolstói segue atual. Mais do que idealizar o amor, o escritor tratou a vida a dois como um espaço de tensão, rotina, escolha e desgaste.

Tolstoy defendeu a não violência e advogou pelos direitos dos camponeses. Foto: L.N.Tolstoy State Museum/russiainphoto.ru

Quase 50 anos juntos, com muitas contradições

Tolstói e Sophia tiveram 13 filhos. Ao mesmo tempo, a longevidade do casamento não apaga o fato de que a convivência foi marcada por atritos profundos, especialmente no fim da vida dele.

Por isso, a história do casal continua despertando interesse. Ela reúne dois elementos que ainda chamam atenção hoje: duração rara e complexidade real. Em vez de um casamento ideal, o que a biografia de Tolstói oferece é o retrato de uma relação longa, produtiva e contraditória.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, colunista.

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