A ideia que vem ganhando espaço é usar menos plantas, escolher melhor cada espécie e criar um visual mais limpo, organizado e fácil de cuidar.
A Royal Horticultural Society, a Sociedade Real de Horticultura do Reino Unido, afirma que um jardim de baixa manutenção não precisa ser sem graça.
Segundo a entidade, o resultado melhora quando há mais planejamento, menos excessos e escolhas mais adequadas para o espaço.
Variedade no paisagismo
Em vez de encher o quintal com muitos vasos, folhagens soltas e canteiros difíceis de manter, o projeto valoriza grupos bem definidos, linhas mais simples e espécies resistentes.
A Royal Horticultural Society também recomenda manter o plantio simples e usar, em maior quantidade, variedades mais duráveis, como arbustos e plantas perenes.
A própria entidade destaca que menos tipos, usados com mais critério, costumam gerar mais impacto visual.

Menos trabalho
Universidades e serviços de extensão rural dos Estados Unidos defendem há anos que um jardim de manutenção mais leve depende de desenho inteligente, escolha correta de espécies e redução de áreas problemáticas.
A Universidade do Missouri, por exemplo, afirma que o paisagismo de baixa manutenção nasce de um bom planejamento, seleção adequada de plantas e recursos fáceis de manejar.
Já a Universidade da Geórgia destaca que espécies nativas tendem a exigir menos água, menos insumos e menos intervenção depois que se estabelecem.
Por isso, o jardim “menos cheio” costuma dar mais certo no dia a dia.
Solo e drenagem
Outro ponto central da tendência está no chão, não apenas no verde.
Coberturas como mulch, casca, palha e outros materiais ajudam a reter umidade, controlar ervas daninhas e reduzir erosão.
A Universidade de Maryland recomenda o uso moderado desse tipo de cobertura justamente por ajudar a conservar o solo e diminuir a manutenção.
Além disso, o cuidado com drenagem entrou de vez no projeto de jardim. A Oregon State University explica que jardins de chuva e soluções de infiltração ajudam a controlar o escoamento e tornam a área externa mais funcional.




