Marie Curie é uma das cientistas mais influentes da história moderna. Pioneira no estudo da radioatividade, foi a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel e a única pessoa a conquistá-lo em duas áreas científicas distintas: Física e Química. Mas além das descobertas que mudaram o rumo da ciência, ela também deixou reflexões sobre o que significa viver bem.
Uma das frases mais associadas a ela enfatiza a visão de como uma vida deve ser vivida, segundo a cientista. “A melhor vida não é a mais duradoura, mas sim aquela que está repleta de boas ações”, diz.
O que foi essa frase e o que ela diz?
A frase ganha ênfase com o contexto da vida da mulher que a disse. Curie passou décadas trabalhando com radioatividade, submetendo-se a condições que ela sabia que estavam destruindo sua saúde. Curie morreu em 1934, vítima de anemia aplástica causada pela exposição prolongada à radiação. E mesmo assim, não parou.
Para ela, viver bem significava agir com propósito e responsabilidade, não acumular anos. A frase diz que uma vida “bem vivida” não se trata de ter uma vida longa e conservada, e sim uma vida edificada, deixando legado para as gerações futuras.
Curie mesma foi exemplo da própria frase; a cientista faleceu aos 66 anos, mas suas ações inovaram a ciência da época. Além de abrir janelas para os estudos sobre a radioatividade, pode-se dizer que ela também literalmente abriu porta para as mulheres entrarem na ciência, área em que as muitas mulheres ainda eram barradas.
Quem foi Marie Curie?
Nascida em Varsóvia em 1867 como Maria Skłodowska, ela cresceu na Polônia sob ocupação russa, em uma época em que o acesso das mulheres ao ensino superior era praticamente inexistente no país.
Eventualmente ela se mudou para Paris para estudar na Universidade de Sorbonne, onde se formou em Física e Matemática. Foi lá que conheceu Pierre Curie, com quem dividiu vida, laboratório e Nobel.
Juntos, descobriram dois elementos químicos: o polônio, batizado em homenagem à sua terra natal, e o rádio. Após a morte de Pierre, em 1906, ela assumiu a cadeira que ele ocupava na Sorbonne e se tornou a primeira mulher a ocupar uma cátedra na universidade.
Durante a Primeira Guerra Mundial, desenvolveu unidades móveis de radiografia, chamadas de “petites Curies”, que permitiram tratar feridos diretamente no front.




