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Arqueólogos encontram o maior tesouro da Humanidade: recuperaram do fundo do mar uma das 7 maravilhas do mundo

Missão ligada ao projeto PHAROS retirou 22 blocos do Farol de Alexandria para estudo e reconstrução digital

Por Sofia Volpi
19/04/2026
Em Geral
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Foto: GEDEON/CEAlex

Foto: GEDEON/CEAlex

Uma missão arqueológica retirou do mar, em Alexandria, 22 blocos monumentais ligados ao antigo Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

As peças ficaram submersas por séculos e agora devem ajudar a remontar, em modelo digital, a entrada monumental da estrutura.

A Fundação Dassault Systèmes informou que os blocos extraídos incluem lintéis, batentes, soleira, lajes de base e partes de um pilar com porta de estilo egípcio. Alguns desses elementos pesam entre 70 e 80 toneladas.

O que veio do mar

O que os arqueólogos recuperaram foram partes monumentais do farol, retiradas do fundo do porto de Alexandria para estudo, escaneamento e remontagem virtual.

Segundo a Fundação Dassault Systèmes, o material fará parte do programa PHAROS, criado para reconstruir digitalmente o monumento com base nas peças já localizadas no sítio submerso e em registros antigos.

A operação ocorre sob supervisão científica da arqueóloga Isabelle Hairy, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, o CNRS, e sob autoridade do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito.

Foto: GEDEON Programmes / CEAlex

Um quebra-cabeça

Segundo o ISPRS Archives, o sítio submerso do farol começou a ser estudado cientificamente em 1994 pelo Centre d’Études Alexandrines, unidade ligada ao CNRS. O mesmo estudo informa que a área guarda milhares de blocos e fragmentos arquitetônicos.

Outro trabalho acadêmico, publicado nos anais da Eurographics, afirma que as ruínas do farol ocupam cerca de 1,6 hectare sob o mar, ao pé da cidadela de Qaitbay.

É justamente por isso que a remontagem depende menos de uma única peça e mais de um grande quebra-cabeça arqueológico.

“Usando simulações científicas e mundos virtuais, a equipe de engenheiros testará hipóteses sobre a construção e o colapso do farol, criando um gêmeo digital dessa maravilha perdida” – GEDEON

O projeto PHAROS

De acordo com a Fundação Dassault Systèmes, mais de 100 blocos já haviam sido digitalizados no fundo do mar ao longo da última década. Agora, as novas peças serão analisadas e reposicionadas virtualmente para formar um gêmeo digital do farol.

Esse modelo deve ajudar pesquisadores a testar hipóteses sobre a construção, a forma e o colapso do monumento. 

Além disso, o projeto reúne arqueólogos, historiadores, arquitetos e numismatas para cruzar vestígios físicos com descrições e representações antigas.

Reconstrução visual do monumento. Foto: Isabelle Hairy/Centre d’Etudes Alexandrines

 

O que se sabe

O Farol de Alexandria foi erguido no início do século 3 antes de Cristo e guiava embarcações que se aproximavam da costa egípcia.

A Fundação Dassault Systèmes afirma que a torre tinha cerca de 100 metros de altura e funcionava como referência marítima e símbolo do poder de Alexandria no Mediterrâneo.

Os estudos técnicos sobre o sítio também apontam que suas ruínas permaneceram na área depois do colapso e foram, mais tarde, reaproveitadas ou cobertas ao longo dos séculos.

No fim, o que veio do fundo do mar não foi a maravilha inteira, mas uma parte decisiva dela. E, para a arqueologia, isso já basta para recolocar o Farol de Alexandria no centro da história.

 

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, colunista.

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