Mais recentemente, um estudo de 2025 mostrou que pessoas com prejuízo cognitivo e alteração do olfato tiveram progressão mais rápida para demência.
Esse sinal, porém, não funciona sozinho. Ele precisa ser lido junto de outros sintomas e de avaliação médica.
A JAMA Neurology acompanhou idosos e encontraram associação entre pior olfato e maior chance de comprometimento cognitivo leve ou demência ligada ao Alzheimer.
Por que o olfato chama tanta atenção
O olfato interessa aos cientistas porque áreas cerebrais ligadas ao processamento de cheiros podem ser afetadas cedo em doenças neurodegenerativas.
Um artigo de 2026 destacou que alterações do olfato são comuns ao longo do espectro do Alzheimer e podem aparecer antes do início clínico da síndrome.
Esse ponto ajuda a explicar por que testes de cheiro aparecem com frequência em pesquisas de rastreio. O objetivo não é diagnosticar Alzheimer com um sintoma isolado, mas ganhar uma pista extra de risco.
O que isso não quer dizer
A Alzheimer ‘s Association lembra que alterações sensoriais são comuns no envelhecimento e que a perda do olfato afeta até metade dos idosos, com aumento da frequência com a idade.
Além disso, infecções, rinite, sinusite, tabagismo, trauma e outras doenças também podem causar esse sintoma.
O cheiro não é diagnosticado sozinho
A perda do olfato pode funcionar como sinal precoce de risco, mas ainda não serve como teste definitivo.
Quando a perda de cheiro vem acompanhada de falhas de memória, dificuldade de atenção, desorientação ou piora funcional, a investigação ganha mais peso, portanto, é necessário buscar ajuda.




