Em abril de 2026, no Brasil, um trabalhador precisaria receber R$7.612,49 por mês para sustentar uma família de quatro pessoas, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O valor considera alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e outras despesas básicas.
A estimativa representa 4,70 vezes o salário mínimo oficial de 2026, fixado em R$1.621. Portanto, o piso nacional cobre apenas uma parte do valor calculado como necessário pelo Dieese.
O levantamento usa como referência a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Além disso, considera uma família formada por dois adultos e duas crianças.
Conta vai além da alimentação
O Dieese calcula o chamado salário mínimo necessário desde a década de 1990. A metodologia parte do custo da cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas.
Depois disso, a entidade estima outras despesas previstas na Constituição Federal. A lista inclui moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em abril, o valor necessário subiu em relação aos meses anteriores. Em janeiro de 2026, a estimativa era de R$7.156,15. Já em março, chegou a R$7.425,99.
Assim, a diferença mostra o impacto do custo de vida sobre as famílias brasileiras. Quando os alimentos e despesas fixas aumentam, o salário necessário também sobe.
Diferença pesa no orçamento
A distância entre o piso oficial e o valor calculado pelo Dieese ajuda a dimensionar a dificuldade das famílias. Com renda próxima ao salário mínimo, gastos com alimentação, aluguel e transporte consomem rapidamente o orçamento.
Além disso, a conta mostra que o custo básico não depende apenas do preço dos alimentos. Despesas com casa, escola, remédios e deslocamento também entram no cálculo.




