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A psicologia diz: adultos que não têm amigos não são necessariamente antissociais, muitos deles aprenderam que ser vulnerável leva à dor

Especialistas dizem que essas características podem ser causadas por experiências sentidas até mesmo na infância

Por Júlio Nesi
15/04/2026
Em Geral
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Imagem meramente ilustrativa.

Reprodução: Unsplash / Anne Nygård

Imagem meramente ilustrativa. Reprodução: Unsplash / Anne Nygård

Muitos de nós temos aquele amigo mais distante, que não se abre muito e prefere a própria companhia. Se não for amigo, é conhecido, isso ou nós mesmos somos essa pessoa. A sociedade aprende a enxergar essas pessoas como “antisociais” ou excessivamente introvertidas, mas a psicologia fala sobre uma outra perspectiva: aversão à vulnerabilidade.

Essas pessoas podem ser amigáveis, boas de papo, gentis e até prestativas. No entanto, mesmo sendo solícitas a amigos, você pode nunca ver essa pessoa pedindo ajuda aos outros e até recusando diversos convites para sair. Para especialistas, isso não significa que a pessoa seja bem questão de personalidade, e sim algo patológico que pode ter iniciado na infância.

O que a “Hiperindependência” pode ser?

O psiquiatra britânico John Bowlby diz que os nossos primeiros contatos com os adultos responsáveis por nós podem influenciar como enxergamos relações por toda a vida. Isso é a descrição da “Teoria do Apego“, desenvolvida pelo psicólogo, que também é explicada no vídeo abaixo:

Em resumo, a teoria diz que as pessoas responsáveis pela criação das crianças, sejam pais, avós ou guardiões legais, são os principais “modelos sociais” da criança. Quando esses responsáveis se conectam e ficam disponíveis para a criança, ela aprende a depender dos outros e se sente segura pedindo ajuda.

No entanto, o contrário também é verdade. Se o responsável trata a criança com frieza, indisponibilidade e inconstância, a criança para de esperar a presença desse adulto em sua vida. Isso faz com que na vida adulta, essa pessoa também não espere a presença de outros, sejam eles familiares ou amigos.

Além disso, em casos mais graves onde a criança é punida por buscar os adultos, ela passa a associar procura por conexão com dor e emoções negativas. Isso pode criar uma versão ainda mais intensa desse desapego na fase adulta do indivíduo.

O “autosuficiente compulsivo”

Bowlby batizou essas pessoas de “autosuficientes compulsivos“. Isso se dá pelo fato de que essas pessoas se enxergam de forma positiva, mas veem a influência de terceiros de forma negativa. Esses indivíduos são confiantes ao navegar a vida, mas possuem baixa confiança social. Em resumo: eles confiam neles mesmos, mas não nos outros.

De acordo com o psicólogo, isso não se trata de uma característica antisocial nata, e sim de uma adaptação. Bowlby diz que se trata da criança que aprendeu cedo as “regras” de uma casa com pais ausentes. No entanto, essa criança levou essas regras para a vida adulta.

No caso, essa teoria aponta que esse tipo de indivíduo pode simplesmente ser alguém “bom”, mas para se proteger, escolhe não confiar em terceiros. A psicologia destaca que são pessoas simplesmente machucadas pela vida, que podem ser tão prestativas quanto os indivíduos mais sociais. Para eles, a presença de amigos é opcional, como diz o vídeo abaixo:

 

 

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: amigoamizadeantisocialautosuficiente compulsivoconexãoInfânciaintroversãoJohn BowlbypersonalidadepsicologiaTeoria do Apegovulnerabilizade
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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