Em outubro de 2014, pesquisadores brasileiros apresentaram no Rio de Janeiro um protótipo inovador de trem urbano de levitação magnética, desenvolvido por engenheiros da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A tecnologia foi considerada uma das mais avançadas do Hemisfério Sul no uso de supercondutores aplicados ao transporte urbano.
Como funciona a levitação sobre os trilhos
O trem era movido por energia elétrica e tinha como principal característica a capacidade de levitar sobre os trilhos. Isso acontece graças aos campos magnéticos gerados por ímãs e um supercondutor instalado sob o veículo, que impede a passagem do campo magnético e mantém o trem suspenso a poucos centímetros da via.
A ausência de contato mecânico entre rodas e trilhos elimina o atrito, tornando o deslocamento mais silencioso e suave.
Desempenho e testes do protótipo
Durante a demonstração em uma pista de testes montada especialmente para o projeto, o veículo chegou a atingir velocidades de até 100 km/h, compatíveis com a necessidade de um transporte urbano rápido e confortável.
Os especialistas destacaram que o sistema era mais econômico e menos poluente do que modelos tradicionais de metrô. Além disso, o trem contava com pequenos apoios, como rodinhas de segurança, que não entram em contato com os trilhos durante a levitação normal, servindo apenas como medida preventiva.
Desafios para a aplicação em larga escala
Apesar do avanço tecnológico demonstrado nos testes, a implementação do trem em larga escala ainda dependia de investimentos, certificações e apoio financeiro para viabilizar sua produção e instalação em centros urbanos.
O projeto representou um importante avanço para a mobilidade urbana sustentável e revelou o potencial da pesquisa brasileira em áreas de alta tecnologia, como o transporte por levitação magnética, reforçando a capacidade nacional de desenvolver soluções inovadoras para o futuro das cidades.




