O Oscar é uma premiação tradicional do cinema e cada uma das suas edições anuais é acompanhada por milhões de pessoas, mas apesar de ter sua origem datada de 1929, ainda há regras que vêm surpreendendo o público e uma delas vem chamando a atenção: o fato de que ganhadores, caso queiram se desfazer da estatueta, devem primeiro oferecer à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas pelo valor de um dólar.
A regra foi criada no ano de 1951 e os ganhadores devem assinar um acordo no momento em que recebem a estatueta. Caso queiram vender ou se desfazer do prêmio, os vencedores primeiro devem ofertá-lo de volta à Academia, que tem um prazo de 30 dias para decidir se recompra a estatueta. Além disso, essa regra vale tanto para os ganhadores quanto para seus herdeiros.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas justifica que essa regulação tem o objetivo de preservar o caráter simbólico e histórico da estatueta do Oscar, impedindo que vire mercadoria. Vale apontar também que a Academia detém os direitos sobre a marca, a fabricação e o uso comercial da imagem do troféu, o que reforça por que o controle sobre a circulação das peças é tão importante para a instituição.
Exceções
Vale mencionar também que a regra não vale para estatuetas entregues antes de 1951, pois já houve casos de leilões das premiações. Dois casos históricos foram o prêmio de “Melhor Filme” pela obra E O Vento Levou, entregue na edição de 1940 do Oscar ao produtor David O. Selznick. A estatueta foi leiloada em 1999 para o músico Michael Jackson, que a levou por US$ 1,54 milhão.
Além do leilão milionário, a estatueta de “Melhor Roteiro Original”, entregue a Orson Welles e Herman J. Mankiewicz pelo filme Cidadão Kane, na edição de 1942 da premiação, também foi leiloada a uma pessoa não identificada pelo valor de US$ 861.542 em dezembro de 2011.





