A KCNA, agência de notícias estatal da Coreia do Norte, informou nesta semana que a Assembleia Popular Suprema do país irá realizar uma reunião onde poderá ser decidida uma revisão constitucional, mudando o cenário político do país asiático. O encontro está marcado para este domingo (22).
Apesar dos assuntos da reunião ainda não terem sido revelados em detalhes, autoridades sul-coreanas estão preocupadas com a possibilidade do país vizinho aplicar uma emenda constitucional que poderia classificar a Coreia do Sul como o “Estado separado e hostil”, tensionando as relações diplomáticas entre as coreias, que vêm tentando se reconciliar nos últimos anos.
Além da Assembleia Popular Suprema, que é responsável por legislar e administrar as políticas do governo norte-coreano, o encontro vai contar com a presença de vários deputados recém-eleitos e, em particular, a irmã do ditador Kim Jong Un.
Expectativas
O esperado é que o encontro terá o foco de revisar a abordagem política, estratégias administrativas e possivelmente a própria constituição do país, com um dos previstos sendo a implementação de um novo plano de políticas de cinco anos, originalmente adotado pelo Partido dos Trabalhadores do país no mês passado. Uma das promessas do plano de cinco anos original foi um comprometimento de Kim Jong Un em expandir o poder bélico do país com armas nucleares e mísseis de longo alcance mais fortes.
Além disso, a Assembleia também deve eleger novos líderes para diversas pastas governamentais, como a eleição do presidente da Comissão de Assuntos Estatais, além de deliberar as emendas constitucionais.
Especialistas comentam nos bastidores que muitos dos assuntos que serão deliberados na reunião já estão decididos de antemão, afirmando que, apesar da Assembleia Popular Suprema ser o órgão legislador do país, a aprovação de muitas das leis funciona mais apenas como uma formalidade oficial para medidas já decididas pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia, que detém o poder supremo no governo norte-coreano.





