Na Itália, a retirada de três crianças de uma família que vivia de forma autossuficiente em uma área de mata, passou por alguns fatores:
- isolamento;
- ausência de escolarização;
- acompanhamento médico;
- avaliação de que a moradia não era adequada para menores;
O caso envolve o casal Nathan Trevallion e Catherine Birmingham, que vivia com os três filhos, uma menina de 8 anos e dois gêmeos de 6, em uma área isolada perto de Palmoli, na região de Abruzzo.
Segundo informações, a família morava sem eletricidade convencional nem água encanada, e o Tribunal de Menores de L’Aquila determinou a separação das crianças da mãe e sua transferência para outros lares para acolhimento.
O que pesou
Segundo informações divulgadas, os serviços sociais passaram a acompanhar a família depois de um episódio de hospitalização ligado à ingestão de cogumelos venenosos.
Peritos descreveram a casa como imprópria para o desenvolvimento das crianças e citaram falta de escolarização e de acompanhamento médico.
Em março, o caso já tinha se tornado uma disputa mais ampla sobre proteção infantil e reunificação familiar.
Uma emissora local informou que os pais perderam a guarda em novembro e que a estrutura de acolhimento e o tribunal passaram a discutir novos encaminhamentos para os menores.
A reação
A Autoridade Garante para a Infância e a Adolescência da Itália se posicionou contra a separação das crianças da mãe e pediu a suspensão da medida até nova avaliação independente.
A própria ANSA registrou essa posição, a defensora Marina Terragni descreveu os menores como psicologicamente abalados pela separação.
Ou seja: mesmo dentro das instituições italianas, o caso passou longe de consenso.




