Três rótulos de vinhos se destacaram no Guia Adega Brasil, evidenciando o avanço técnico e a maturidade da viticultura nacional.
Com 93 pontos, o Sacramentos Sabina Extra Brut Rosé brilha na Serra Gaúcha. O Renoir Rosé 2025, da Vita Eterna, em Pinto Bandeira, confirma o potencial da região, enquanto o Thera Rosé 2024 reforça a força dos vinhos de altitude catarinenses.
Esses vinhos equilibram tradição e inovação, com perfis sensoriais que conquistam o mercado e mostram como o Brasil vem refinando sua identidade no universo dos rosés e espumantes.
O Renoir Rosé de Pinto Bandeira
O Renoir Rosé 2025, da vinícola Vita Eterna, é um exemplo dessa evolução. Elaborado em Pinto Bandeira (RS) com a uva Pinot Noir como base, inspira-se na tradição dos rosés de Riceys. O resultado é um vinho límpido, de acidez marcante e notas de frutas vermelhas e cítricas.
Leve, fresco e equilibrado, deve ser servido entre 10 °C e 12 °C para melhor apreciação. Com preço sugerido de R$ 179, é uma opção sofisticada e acessível para quem busca qualidade.
A arte vinícola da Serra Gaúcha
O Sacramentos Sabina Botta Di Vita Rosé, da Sacramentos Vinifer, combina quatro safras de Pinot Noir em um blend inovador. Produzido por método tradicional, apresenta textura cremosa e acidez vibrante, características que lhe renderam 93 pontos no Guia Adega Brasil 2026.
Versátil à mesa, harmoniza com pratos que vão do sushi ao ragu de feijão branco, refletindo tanto a técnica quanto a diversidade gastronômica da região.
O protagonismo do Thera Rosé nas alturas catarinenses
Em Bom Retiro (SC), a Vinícola Thera assina o Thera Rosé 2024, elaborado com Merlot, Cabernet Franc e Syrah. O vinho se destaca pela vivacidade, frescor e excelente acidez, ideal para acompanhar pratos leves.
Com preço de R$ 209,90, o rótulo simboliza a consolidação da viticultura de altitude, unindo enologia, turismo, arte e natureza em uma mesma experiência.
Viticultura brasileira rumo ao reconhecimento global
Em 2026, o Brasil segue ampliando sua presença no cenário internacional, especialmente com espumantes e rosés de alta qualidade. O crescimento do consumo interno e o reconhecimento em guias especializados demonstram a consistência técnica dos produtores.
Mais do que bons rótulos, o país apresenta ao mundo uma viticultura que combina identidade regional, domínio técnico e inovação, características que consolidam o Brasil como um território promissor no mapa global do vinho.




