A Petrobras aprovou, na quarta-feira, 20 de maio de 2026, a adesão à nova subvenção econômica criada pelo Governo Federal para produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da companhia e envolve valores sobre a produção e a importação de gasolinas e óleo diesel de uso rodoviário.
A medida foi instituída pela Medida Provisória (MP) nº 1.358, de 13 de maio de 2026.
O que a Petrobras decidiu
A Petrobras informou que a adesão tem caráter facultativo. Além disso, a companhia afirmou que a medida tem potencial benefício e é compatível com o interesse da empresa.
A subvenção se soma a outros programas criados pelo Governo Federal para a comercialização de diesel rodoviário no país. Na prática, esse tipo de mecanismo busca reduzir parte do impacto da alta dos combustíveis no mercado interno.
No entanto, a assinatura efetiva do termo ainda não ocorreu. Segundo a Petrobras, ela depende da publicação e da análise de um ato do ministro da Fazenda e de um regulamento específico para implementar a subvenção.
Estratégia comercial continua
A companhia também informou que mantém sua estratégia comercial. Essa política considera participação de mercado, uso dos ativos de refino e rentabilidade sustentável.
Além disso, a Petrobras afirma que busca evitar o repasse imediato da volatilidade internacional do petróleo e do câmbio para os preços internos.
Assim, a adesão não significa mudança automática nos preços nas refinarias.
Impacto para o consumidor
O efeito final para motoristas ainda depende das regras do Ministério da Fazenda, da adesão formal, da forma de cálculo e da aplicação da subvenção na cadeia de combustíveis.
Também pesam outros fatores. Entre eles estão preço internacional do petróleo, cotação do dólar, custos de distribuição, margens de revenda e impostos estaduais.
Próximas etapas
A Petrobras destacou que a adesão preserva a flexibilidade da companhia. Ou seja, a empresa poderá aplicar sua política comercial dentro das regras do programa.
Com isso, o consumidor deve acompanhar os próximos comunicados da Petrobras, do Ministério da Fazenda e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Só depois da regulamentação será possível medir o efeito real sobre gasolina e diesel.




