Nos períodos de dezembro e abril, acontece a chamada ressurgência. Com isso, trata-se de águas frias que se formam pelo Golfo do Panamá.
Com análises feitas por meio do IFLScience, este ano não ocorreu, o que pode resultar em um efeito catastrófico.
Segundo o Smithsonian Tropical Research Institute, os ventos que acontecem são alísios, que impulsionam as águas.
As consequências
Distanciando-se da costa, acontece também, por meio da ressurgência, a compensação da água que está nas profundezas, fazendo-a subir. Além disso, vem acompanhada de fosfatos e nitratos. O fenômeno La Niña pode estar envolvido, porque este ocorreu no final do ano passado, de acordo com especialistas envolvidos.
Com isso, é capaz de chegar à área do equador, indo de encontro aos alísios, caracterizada como Zona de Convergência Intertropical. Porém, os cientistas ressaltam que a maneira como se formula não tem exatidão, precisando de mais análises para chegar a uma conclusão.
Apesar de não entenderem o princípio, eles têm noção de que o efeito será um tanto impactante. Quanto aos nutrientes, estes, por meio da ressurgência, se elevam. Por sua vez, o fitoplâncton é aquilo que sustenta o sistema alimentar do oceano. Além disso, inclui os animais, como peixes, aves e mamíferos.
Já os corais, estes ficam protegidos, de modo que o sistema térmico não os atinge. Na estação do verão, o clima fica mais fresco no Panamá. Aqueles que atuam com pesca ainda conseguem se manter, mas qualquer que seja a ocorrência pesa no sistema econômico.
Portanto, como uma forma de apresentar equilíbrio, a ressurgência atua no âmbito ecológico. Assim, demonstra como questões meteorológicas podem impactar a convivência humana, a qual necessita do amparo que vem dos elementos da natureza. Houve um artigo publicado na PNAS, uma revista, no qual estudiosos do Smithsonian ainda retrataram os ventos, indicando-os como anomalia.




