Com mais de 350 mil espécies catalogadas, os besouros não apenas são considerados insetos extremamente comuns, como ainda formam a maior ordem de animais na Terra, representando cerca de 40% de todos os insetos conhecidos.
Apesar disso, determinadas espécies deste animal se tornaram extremamente raras, principalmente por conta da dificuldade de encontrá-las em meio à natureza. E uma delas é a Lucanus capreolus, que engloba o chamado besouro-veado.
Nomeado desta forma por conta de suas longas mandíbulas, que se assemelham a chifres de cervos, o besouro-veado tem entre 4 cm a 9 cm de comprimento e passa a maior parte de seu tempo de vida cavando túneis.
Vale destacar, contudo, que essa não é a única dificuldade para encontrá-lo, uma vez que a espécie também apresenta uma distribuição geográfica bastante restrita, em razão de seus habitats limitados.
Além disso, o besouro-veado também possui uma baixa taxa de reprodução. E por conta da combinação de todos estes fatores, seus valores de mercado podem chegar a R$ 50 mil entre colecionadores, o que eleva sua procura.
Da medicina a esportes alternativos: funções do besouro-veado
É importante ressaltar que a busca pelo besouro-veado vai além do colecionismo, já que o inseto também desempenha um papel fundamental para a medicina asiática tradicional devido a propriedades curativas atribuídas aos seus componentes biológicos.
Integrando a lista de ingredientes de determinados remédios, especificamente infusões ou extratos, acredita-se que as propriedades do inseto são capazes de tratar traumas e auxiliar na cicatrização de tecidos.
O besouro-veado também é importantíssimo para o entretenimento em determinadas regiões, pois devido a suas características corporais, ele acaba sendo usado para competições que envolvem lutas de insetos.
Embora todos os aspectos citados justifiquem a alta procura pelo inseto, é relevante lembrar que eles também contribuem para sua escassez, uma vez que a alta demanda reduz ainda mais sua disponibilidade no planeta.




