Falecido no dia 14 de março de 2018, aos 76 anos, o físico teórico Stephen William Hawking ficou mundialmente conhecido não apenas por suas contribuições em sua área de conhecimento, mas também por sua resiliência.
Afinal, aos 21 anos, ele foi diagnosticado com uma forma degenerativa da Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.), que de acordo com médicos da época, encerraria sua vida em cerca de dois anos. Contudo, como se sabe, Hawking superou totalmente as expectativas.
E vale destacar que a convivência com a doença ainda contribuiu para que o cientista desenvolvesse uma perspectiva única sobre a humanidade e, assim, conseguisse perceber aspectos profundos de comportamentos e personalidades.
Uma de suas frases mais célebres sobre o tópico diz respeito aos indivíduos mais reservados, já que para Hawking, “pessoas quietas têm as mentes mais barulhentas”. Com isso, o físico exaltou o potencial dos calados ou introvertidos para filtrar, analisar e desenvolver conexões mentais complexas.
Na perspectiva de Hawking, pessoas quietas vão além da superfície dos fatos, pois sua mente está em constante atividade, sempre filtrando filtrando informações e agindo em silêncio antes de qualquer intervenção, o que as torna mais inteligentes.
Além de Stephen Hawking: ciência destaca capacidade das pessoas quietas
Embora não haja uma afirmação categorica de que todas as pessoas quietas são mais inteligentes, é possível encontrar pesquisas que apresentam pontos muito semelhantes às da perspectiva de Stephen Hawking, correlacionando a introversão com certas características cognitivas ligadas à inteligência.
A grande maioria dos resultados observados apontam principalmente para as capacidades avançadas de escuta, foco e processamento que muitos introvertidos costumam ter. Contudo, estudos em neurociência revelam justificativas mais profundas.
Isso porque determinadas pesquisas já indicaram que introvertidos podem ter uma “matéria cinzenta” mais espessa e mais atividade nos lobos frontais, o que explicaria suas habilidades avançadas de pensamento crítico e racional.




