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3 comportamentos na meia-idade podem distinguir quem vive mais tempo daqueles que não vivem

Um estudo sobre peixes pode ser uma janela para o melhor entendimento sobre o envelhecimento humano

Por Júlio Nesi
07/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Unsplash / Centre for Ageing Better

Reprodução: Unsplash / Centre for Ageing Better

O interesse no estilo de vida saudável eventualmente chega a todos, seja para se sentir melhor ou também por desejar uma qualidade de vida maior ao ficar mais velho. A ciência vem estudando a saúde humana e destacando hábitos positivos que podem nos garantir bem essas coisas, mas alguns estudos apresentaram hábitos que vão além da raça humana.

Um estudo de biologia publicado na revista Science apontou que alguns hábitos que melhoram a nossa saúde são universais e afetam até outras espécies de animais, como os peixes.

O estudo

Pesquisadores do estudo Lifelong behavioral screen reveals an architecture of vertebrate aging analisaram a qualidade de vida e envelhecimento de peixes da espécie Killifish Turquesa e perceberam que alguns indivíduos que adotavam certos hábitos viviam mais que os outros, especialmente na meia-idade.

O estudo, que escolheu esses peixes por compartilharem características biológicas com humanos como um cérebro mais complexo em relação aos outros animais de seu tipo, destacou que, à medida que envelheciam, chegavam a viver mais ao “adotar rotinas” mais saudáveis.

De acordo com os pesquisadores, esses peixes vêm adotando esses hábitos por volta dos 70 a 100 dias de idade (a meia-idade dessa espécie).

Quais são esses hábitos?

Os cientistas destacaram três principais hábitos que diferenciaram os peixes com menor expectativa de vida dos que têm mais; são eles:

Sono regular

Segundo os pesquisadores, os peixes mais saudáveis dormiam durante a noite, enquanto os menos saudáveis dormiam tanto no dia quanto durante a noite. Coincidentemente, humanos que tiram cochilos longos, têm horários de sono irregulares e tendem a dormir de tarde, são associados a menor expectativa de vida.

Atividade física

O segundo ponto destacado pelos especialistas é o fato de que os peixes mais saudáveis apresentaram padrões de movimentação maiores. De acordo com os pesquisadores, esses animais nadavam “mais” que os outros. No caso dos humanos, rotinas de atividade física já são reconhecidas como um dos principais fatores que contribuem para a nossa saúde.

Atividade no sol

Outro ponto descoberto pelos cientistas é que os peixes mais saudáveis ficam ativos durante o dia. Estudos humanos apontam que pessoas que focam suas atividades físicas entre 11 da manhã e cinco da tarde tendem a ter menor risco de sofrer doenças cardiovasculares.

Qual é o benefício da pesquisa?

Os cientistas por trás do estudo esperam que a pesquisa beneficie os humanos ao ajudar no entendimento e na compreensão do processo de envelhecimento. Entender que peixes, ao envelhecer, passam a adotar hábitos saudáveis, os humanos podem também entender seus próprios processos de envelhecimento.

Ravi Nath, um dos líderes do estudo, destacou que o comportamento dos animais pode ser uma janela nos estudos sobre envelhecimento. “Você pode olhar para dois animais na mesma idade cronológica e ver, apenas pelo seu comportamento, que estão envelhecendo de formas bem diferentes”, destacou.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: Biologiaenvelhecimentoexercíciohábitos saudáveispeixessaúdesono
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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