Marcelo Gonçalves/Folhapress

Um lobista no Planalto

Frederick Wassef usou sua proximidade com o presidente da República para ganhar milhões de reais de empresários interessados em resolver problemas no governo
25.09.20

Existe um atalho pelo qual Frederick Wassef consegue chegar até Jair Bolsonaro sem ser notado em Brasília. Pilotando um jet-ski pelo Lago Paranoá, entre a mansão de sua ex-mulher, no Lago Sul, onde ele costuma se instalar quando vai à capital federal, são apenas cinco minutos até a parte dos fundos do Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente da República. No fim do ano passado, Wassef contou a amigos que usou esse atalho para driblar a imprensa e se encontrar secretamente com Bolsonaro depois que o Ministério Público do Rio fez o primeiro cerco ao senador Flávio Bolsonaro na investigação do suposto rachid operado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz na Assembleia Legislativa. A visita foi uma entre mais de uma dezena de encontros que Wassef teve com o presidente fora da agenda oficial.

A trajetória profissional do agora ex-advogado do clã Bolsonaro mostra que ele sempre preferiu atuar assim, de forma mais furtiva, preferencialmente evitando deixar registros. Com a chegada de Bolsonaro ao poder, Wassef incrementou seu repertório. Do histórico de investigações envolvendo disputas particulares, com confecção de inquéritos policiais e produção de dossiês contra rivais de seus clientes, como nos casos da JBS e da Fecomércio do Rio, o advogado passou a usar sua proximidade com o presidente para ganhar milhões de reais de empresários interessados em resolver contendas com o governo. Um modus operandi pouco ortodoxo que transformou o homem apelidado de “Anjo”, por ter escondido Fabrício Queiroz na sua casa em Atibaia, em crescente ameaça ao mandato presidencial.

Conforme O Antagonista revelou há três meses, Wassef foi contratado em novembro do ano passado por 5 milhões de reais para prestar “consultoria jurídica e estratégica” à concessionária Aeroportos Brasil Viracopos. Desde quando assumiu a concessão do aeroporto internacional em Campinas, em 2012, a empresa trava uma disputa com o governo para reequilibrar o valor do contrato, alegando que só recebeu 20% da área prevista e sofreu com a redução de 80% na tarifa de carga, sua principal fonte de receita. Três meses após contratar Wassef, a companhia fechou um acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, para devolver a concessão para nova licitação, mediante pagamento de indenização que será discutida em arbitragem. O decreto autorizando a relicitação foi assinado por Bolsonaro em julho, dois meses após ele receber o presidente do conselho de administração de Viracopos, João Villar Garcia, o Nico, no Palácio do Planalto. A agenda presidencial mostra que naquele mesmo dia, 14 de maio, Wassef conversou por 15 minutos a sós com o presidente uma hora antes do encontro entre seus dois clientes, Nico e Bolsonaro. Crusoé avançou sobre os bastidores dessa história.

A reunião no Planalto foi um dos dois únicos encontros de Wassef com Bolsonaro que aparecem, hoje, na agenda oficial da Presidência da República. Mas há outros. Segundo uma fonte que participou das tratativas de Viracopos, o advogado promoveu, logo na sequência, um segundo encontro – esse mais reservado — entre o empresário Nico e o presidente. Fora da agenda, à noite, no Palácio da Alvorada. Mesmo tendo que devolver de forma antecipada a concessão de 30 anos, arrematada em leilão com a oferta de 3,8 bilhões de reais, a concessionária tinha motivos para comemorar. O acordo fechado com a Anac após a contratação de Wassef paralisou um processo de extinção do contrato que estava em fase final na agência reguladora e que levaria a companhia à falência, com 3,5 bilhões de reais em dívidas com a própria Anac e o BNDES. Foi esse cenário tenebroso que levou a concessionária a procurar os serviços de Wassef, em novembro de 2019.

Adriano Machado/CrusoéAdriano Machado/CrusoéJair Bolsonaro: visitas secretas de Wassef pelos fundos do Alvorada
Wassef comemorava seu aniversário de 54 anos quando recebeu a visita de um alto executivo da Triunfo, uma das sócias da concessionária de Viracopos, na noite do dia 13 de novembro, em São Paulo. O empresário estava desesperado para evitar a falência da companhia, que ocorreria caso a Anac decretasse a caducidade do contrato de concessão. O nome do advogado do clã Bolsonaro havia sido sugerido pelo advogado José Cardoso Dutra, que tinha acabado de entrar na defesa da concessionária em um recurso no Superior Tribunal de Justiça. O encontro entre o representante da companhia e Wassef foi intermediado por outra figura controversa: Ivan Guimarães, ex-presidente do antigo Banco Popular no governo Lula, por indicação do petista Delúbio Soares. Não era a primeira parceria entre Wassef e Guimarães. O amigo de Delúbio também foi parceiro do advogado de Bolsonaro na investigação privada contratada pela Fecomércio do Rio na gestão de Orlando Diniz. Esse contrato, aliás, colocou os dois na mira da Lava Jato fluminense, no início deste mês.

Àquela altura, em novembro de 2019, Wassef ainda surfava na liminar concedida pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, que em julho havia paralisado a investigação sobre Flávio Bolsonaro por causa do compartilhamento de dados do Coaf — a liminar só seria derrubada pelo plenário do STF duas semanas depois. O representante de Viracopos não buscava um expert em concessões públicas ou em aviação civil, mas alguém com trânsito dentro do governo e nos tribunais superiores. Mesmo com o evidente conflito de interesses, o advogado de Flávio e do próprio presidente Bolsonaro acertou a consultoria com a concessionária em litígio com o governo. Um novo encontro foi marcado para o dia seguinte, 14 de novembro, no apartamento de Wassef em São Paulo, já para alinhar a estratégia de atuação.

Foi aí que Wassef exibiu suas credenciais — ou seu atalho. Quando o executivo da Triunfo chegou para a reunião acompanhado dos advogados da concessionária, deu de cara com o senador Flávio Bolsonaro na sala do apartamento. O filho 01 do presidente havia desembarcado em São Paulo naquela manhã. Chegando, ele foi direto para o apartamento de Frederick Wassef. Flávio foi a São Paulo num bate e volta – com passagens emitidas pelo Senado, o filho 01 do presidente retornaria a Brasília no dia seguinte, logo cedo. No apartamento de Wassef, Flávio foi apresentado pelo advogado aos representantes da concessionária de Viracopos, que não economizaram nos elogios ao governo do pai dele nem nas críticas à gestão petista. Um participante do encontro diz que o senador ficou no apartamento, enquanto, logo depois, Wassef e o grupo saíram para discutir os detalhes da consultoria estratégica de 5 milhões de reais em uma cafeteria bem em frente ao prédio.

O negócio avançou. Ficou acordado que Wassef atuaria nas duas frentes de interesse da concessionária: impedir a extinção do contrato pela Anac e viabilizar um acordo de relicitação ou vender a concessão para um outro grupo de investidores. Wassef disse que tinha ótima relação com empresários do Oriente Médio, especialmente dos Emirados Árabes e do Líbano, país de origem de sua família. Embora as tratativas de venda não tenham avançado, a entrada do advogado de Bolsonaro na empreitada coincide com uma série de decisões favoráveis a Viracopos que permitiram o acordo que a companhia já havia proposto em 2017, mas que a Anac recusara. A agência de aviação é um dos órgãos estatais com os quais as empresas ligadas a Cristina Boner, ex-mulher de Wassef e dona da mansão usada por ele no Lago Sul, fechou contrato na gestão Bolsonaro.

Pedro Ladeira/FolhapressPedro Ladeira/Folhapress‘Shaking hands’: no apartamento de Wassef, Flávio encontrou os empresários que contrataram o advogado para ajudá-los a resolver pendências no governo
Entre as vitórias obtidas pela concessionária após a contratação de Wassef, está uma decisão no STJ muito parecida com a liminar de Toffoli no caso de Flávio Bolsonaro no Supremo. No dia 22 de janeiro, data em que a Anac julgaria a extinção do contrato de Viracopos, a empresa conseguiu uma liminar do então presidente do STJ, João Otávio de Noronha, que suspendeu o processo de caducidade e, por tabela, impediu que fosse decretada a falência da companhia – a medida seria natural caso a caducidade do contrato avançasse. Noronha, que nos últimos tempos ficou muito próximo de Jair Bolsonaro, está entre os cotados para uma das próximas vagas a surgir no Supremo Tribunal Federal. O ministro já foi elogiado publicamente por Bolsonaro e, recentemente, assinou uma outra decisão de interesse de Wassef, garantindo prisão domiciliar para Fabrício Queiroz e para a mulher dele, que estava foragida. Com a suspensão garantida pela liminar de Noronha, Viracopos conseguiu aprovar em fevereiro o plano de recuperação judicial na assembleia de credores, o primeiro passo do acordo de relicitação.

A assembleia foi tensa e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, foi acionado por telefone pela concessionária, durante a reunião, para intervir na negociação com a Anac, que não queria aceitar alguns termos propostos por Viracopos. No fim, a empresa abriu mão das ações judiciais contra a agência e conseguiu emplacar suas principais demandas, como discutir o valor da indenização pelo investimento feito em uma corte de arbitragem. O grupo pleiteia um ressarcimento da ordem de 6 bilhões de reais. Caso o valor final seja inferior aos 3,5 bilhões de dívidas acumuladas pelo grupo, a diferença será paga pela companhia que assumir Viracopos. O acerto final deve ser sacramentado no início do mês que vem, com a assinatura de um aditivo contratual.

Em junho, logo após o contrato de Wassef com Viracopos ser revelado pelo Antagonista, um advogado entrou com uma petição no STF para que o Ministério Público Federal investigue se Bolsonaro e seu ex-advogado cometeram crimes de advocacia administrativa, tráfico de influência e corrupção no acordo envolvendo a concessionária de Viracopos. No último dia 15, o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu abrir um procedimento preliminar para apurar se há indícios suficientes para a abertura de um inquérito envolvendo o presidente e Frederick Wassef. Agora se sabe que além dos encontros do presidente de Viracopos com Bolsonaro em Brasília, em maio, representantes da companhia estiveram também com o senador Flávio, no apartamento de Wassef.

Embora tenha declarado a casa de Atibaia onde Fabrício Queiroz foi preso como endereço de seu escritório de advocacia, Wassef costuma tratar de negócios em seu próprio apartamento. Também foi no imóvel, localizado no Itaim Bibi, zona sul paulistana, que o advogado apresentou aos representantes da concessionária de Viracopos um outro parceiro de trabalho que já foi escalado por ele para defender Bolsonaro no STF, em 2017, nas ações por injúria e apologia ao estupro envolvendo a deputada petista Maria do Rosário. O advogado Arnaldo Faivro Busato Filho se tornaria o especialista do caso do aeroporto, responsável por produzir e assinar pareceres para a concessionária na disputa com a Anac. A Crusoé, porém, Busato disse não ter feito nada além de um “esboço de um parecer” a pedido de Wassef. “Não fiz nada muito elaborado. Foi um esboço feito rapidamente. O Fred cobrou urgência. Me mandou as dúvidas que ele havia levantado em um dia e eu respondi no outro”, afirmou.

DivulgaçãoDivulgaçãoO aeroporto de Viracopos, em Campinas: a concessionária não conseguiu tudo o que queria, mas não ficou de mãos abanando
Busato disse que não recebeu nenhum centavo dos 5 milhões que Wassef acertou com Viracopos e que também não cobrou honorários pela defesa de Bolsonaro no STF, mas o nome dele aparece em um relatório do Coaf como destinatário de 276 mil reais transferidos de uma conta do ex-advogado do presidente, desde 2015. O repasse, segundo Busato, envolve um serviço prestado para um outro polêmico cliente de Wassef, a JBS. Os dois atuaram em um inquérito ambiental aberto pelo Ministério Público do Maranhão para investigar o mau cheiro que exalava de um frigorífico dos irmãos Joesley e Wesley Batista no município de Açailândia, em 2018. Esse é um dos serviços que justificariam os pagamentos de mais de 9 milhões de reais que a companhia fez a Wassef entre 2015 e 2020, conforme Crusoé revelou em agosto.

Naquele mês, em outra reportagem, Crusoé revelou também que o advogado de Bolsonaro esteve no fim de 2019 na PGR para tentar salvar o acordo de delação premiada da JBS junto ao Ministério Público Federal. Sem procuração para atuar nesse processo, Wassef foi recebido pelo subprocurador do caso, José Adonis Callou, após um pedido feito diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro a Augusto Aras. Na ocasião, em resposta à reportagem, a companhia divulgou uma nota para dizer que contratou Wassef para atuar em inquéritos policiais e não na negociação do acordo de delação na PGR. A companhia não informou em quais casos Wassef atua formalmente, alegando sigilo, mas as digitais do advogado aparecem em um controverso inquérito policial que envolve uma disputa bilionária entre a J&F, holding dos irmãos Batista, e a Paper Excellence, do empresário indonésio Jackson Widjaja, pelo controle da Eldorado Brasil Celulose. É mais uma amostra de como Wassef, ao longo dos anos, se especializou em atuações nos subterrâneos.

Em maio do ano passado, dois dias após uma audiência de arbitragem, o ex-diretor jurídico da J&F, Francisco de Assis, amigo de Wassef e um dos delatores que tiveram seu acordo de delação contestados pela PGR, pediu à Polícia Civil de São Paulo a abertura de um inquérito para investigar “gravíssimas ameaças de morte” que teria recebido de pessoas ligadas ao grupo rival na disputa pela Eldorado, a fim de que desistisse do litígio e vendesse a empresa. A petição de Assis é assinada pela advogada Ana Flávia Rigamonti, funcionária do escritório de Wassef à época. A Crusoé, Ana Flávia admitiu que foi o ex-chefe quem determinou que ela atuasse no caso em defesa de Assis. “Eu era funcionária do escritório do doutor Fred, por isso que eu participei desse caso”, contou a advogada, que ficou conhecida por outra missão repassada por Wassef, a de cuidar de Fabrício Queiroz no período em que ele ficou escondido na casa de Atibaia.

A autoria das supostas ameaças a Francisco de Assis nunca foi comprovada, mas o inquérito aberto a pedido de Wassef em maio de 2019 continua em curso, em sigilo. Foi com base nele que um delegado pediu a prisão de executivos da Paper Excellence, incluindo Widjaja e o presidente da empresa no Brasil, por suposto envolvimento no hackeamento de e-mails da JBS. O pedido foi negado pela Justiça paulista, que não viu indícios suficientes para uma medida tão extrema. Enquanto Wassef atuava ao seu estilo, no subterrâneo jurídico, em defesa dos irmãos Batista, a empresa da Indonésia investiu no marketing político para tentar seduzir o governo Bolsonaro. Widjaja aproveitou as visitas do vice-presidente Hamilton Mourão e do deputado Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente, a Jacarta, em julho do ano passado, para posar para uma foto com um cheque simbólico de 31 bilhões de reais, que é o valor que ele promete investir no Brasil caso vença a briga contra os irmãos Batista pelo controle da Eldorado.

Zanone Fraissat/FolhapressZanone Fraissat/FolhapressA dupla Wesley-Joesley, da JBS, que também contratou Wassef
Wassef é conhecido no mercado por conseguir proezas nesse tipo de querela, quando os envolvidos recorrem a táticas de guerra suja. Normalmente ele age no campo policial, recorrendo a ótimas relações que tem em delegacias. A ligação com policiais de São Paulo, Rio e Brasília foi construída ao longo de anos em que ele atuou como típico “advogado de porta de cadeia”, como são chamados no meio jurídico defensores habituados a arregimentar clientes entre a arraia miúda do crime. Por um longo período, nos anos 2000, Wassef prestou serviços na seara policial para uma banca famosa de Brasília, a de José Roberto Santoro, ex-subprocurador da República que já defendeu a JBS e é conhecido por ligações estreitas com personagens proeminentes da política – ele é próximo de tucanos como José Serra e de petistas como Jorge Viana. Nos últimos anos, porém, Wassef engatou um voo solo, após divergir de Santoro por questões financeiras.

Foi nessa época que, em razão da vasta expertise na área, o advogado passou a atuar em outra confusão barulhenta, envolvendo o ex-presidente da Fecomércio do Rio, Orlando Diniz. O ano era 2016. Wassef foi subcontratado por um escritório pago por Diniz com dinheiro da Fecomércio – proveniente do Sistema S, que recebe verba pública – para investigar o suposto vazamento de informações dentro da entidade. Diniz estava às voltas com o que via como um complô para destituí-lo do cargo e queria saber quem estava envolvido na trama. Ele desconfiava até da própria ex-mulher, Danielle Paraíso.

No acordo de delação premiada que fechou com o Ministério Público, o ex-presidente da Fecomércio relatou que a contratação de Wassef se deu por meio do escritório da advogada paulista Luiza Eluf, conforme revelou Crusoé em agosto — a banca de Eluf repassou 2,6 milhões de reais ao ex-advogado dos Bolsonaro. Assim como ocorreu em Viracopos, Wassef foi indicado por Ivan Guimarães, cuja mulher recebeu outra parcela do pagamento pelo serviço. Nesse caso, Wassef e Guimarães atuaram juntos. Aos procuradores, ao explicar os serviços de Wassef, Orlando Diniz disse que optou por “desconsiderar as sindicâncias internas e conduzir a apuração dos vazamentos mediante instauração de inquéritos policiais” – um “serviço” semelhante ao prestado pelo advogado à JBS.

Wassef chegou a ir pessoalmente à delegacia da região do Flamengo, onde fica a sede da Fecomércio, para pedir a abertura de um inquérito contra a ex-mulher de Diniz por extorsão. Ele costumava andar armado. Como mostrou Crusoé, em uma das visitas à Fecomércio durante a tal sindicância para a qual foi contratado, chegou ao prédio da entidade com um fuzil AR-15 pendurado no pescoço, para uma corriqueira reunião de diretoria, com o intuito de ostentar poder e intimidar funcionários que eram alvos da investigação interna. Durante o trabalho, Wassef e companhia tomaram depoimentos de funcionários e quebraram o sigilo de mais de 400 mil e-mails corporativos em busca de respostas para as dúvidas do então presidente da Fecomércio, que contratara o serviço. O grupo também seguiu a ex-mulher de Orlando Diniz, para produzir um dossiê. Ao término do trabalho, nada de muito relevante foi encontrado.

O caso da Fecomércio colocou Wassef na mira da Lava Jato. O ex-advogado do clã Bolsonaro foi um dos alvos de busca e apreensão da Operação E$quema S, que investiga o esquema montado por Orlando Diniz na Fecomércio, com atenção especial aos pagamentos milionários a escritórios de advocacia – estima-se que 150 milhões de reais do Sistema S tenham sido desviados por meio de contratos superfaturados com bancas do eixo Rio-São Paulo-Brasília. Em outra frente, por causa do dinheiro recebido da JBS, Wassef também passou a ser personagem de uma apuração preliminar: a PGR e a força-tarefa da Operação Greenfield em Brasília pediram que a empresa dos irmãos Batista fornecesse cópia dos contratos celebrados com Wassef e dos comprovantes de prestação de serviço. A companhia se recusou a repassar os dados e conseguiu na Justiça uma liminar para mantê-los em sigilo. O caso, porém, segue em aberto. Quanto aos serviços prestados por Wassef à concessionária de Viracopos, está nas mãos do procurador-geral, Augusto Aras, averiguar se os atalhos usados pelo advogado transgridem os limites da legalidade.

Em nota a Crusoé, Wassef negou que haja mistura de interesses e disse que a relação com os Bolsonaro não o impede de trabalhar para outros clientes. “O fato de eu advogar para o presidente da República e o senador Flávio Bolsonaro não me impede de ter minha vida normal e continuar exercendo minha profissão com demais clientes, não existindo qualquer restrição ou ilegalidade no regular exercício da advocacia”, diz o texto. Ele também negou a existência de “encontros secretos” — as informações publicadas acima, porém, foram confirmadas com fontes primárias.

Wassef afirma ainda: “A todos os meus clientes presto o regular exercício da advocacia, trabalhando arduamente e de forma permanente com ética, moral e com o mais alto nível de prestação de serviços advocatícios, o que tem me gerado, ao longo de mais de 20 anos, a minha indicação para novos clientes através de clientes satisfeitos com meu serviço, lembrando que em 28 anos de advocacia jamais sofri qualquer reclamação ou representação na Ordem dos Advogados do Brasil, tendo meu nome limpo e, lembrando também, que jamais em minha vida respondi a qualquer processo ou fui investigado”. O advogado sustenta que está sendo perseguido por grupos interessados em atingir Jair Bolsonaro.

Colaborou Luiz Vassallo.
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500
    1. De fato, houve investigação. Parabéns, Crusoé!

  1. Zaca urubu... só agem na carnificina... ai a explicação do pau-de-arara dita por Bozo, falando do q lhe ínsito; Wassef armado, são incomuns na podridão.

  2. Essa revista se transformou mesmo numa “ ilha de jornalismo” tendencioso cujos “ilhéus “,arrogantes , presunçosos e amargos ,pululam nos comentários lambendo suas feridas . Deprimente.

    1. Outro nervosinho que se acha “proprietário” da Crusoé...rsrs

    2. Faço das suas as minhas palavras Elaine! Não entendo este povo lambedor de botas de corruptos virem ler esta revista...

    3. Exatamente como eu vaticinei , “querida “ ilhada Opinião dissonante é motivo de irritação, né? To indo , relaxe .

    4. Querida !!Vc não está “condenada” a permanecer assinante ! Se é isto mesmo que pensa , alce voo e debande !!!E poupe à nós seu fel .... Que temos na revista ilha de lucidez e fatos sublinhados com farto material de pesquisa .... Tchau querida !!!

  3. Nada mudou no subterrâneo do Planalto. Entra político, sai político e as táticas são sempre as mesmas! Até quando!!!!!

  4. A palavra ÉTICA é a mais estuprada do ponto de vista semântico no Brasil: ética profissional, ética política, ética moral, ética, ética...No final, percebemos que a República está firmada no pântano das convenientes influências entre os poderosos. Não há futuro glorioso para um país assim. Devemos pedir perdão aos filhos e netos que trouxemos a esses tristes trópicos.

  5. Realmente parece um filme antigo sobre rabos que se entrelaçam e depois se amarram em um só nó (perdão pela cacofonia). A única diferença é que neste filme estamos tendo a oportunidade de conhecer o enredo antes da conclusão final e estreia do filme. Será se vão concluí-lo ou teremos alguém capaz de desfazer ou cortar o nó antes que paguemos por mais uma falcatrua e fiquemos esperando para os paladinos de corruptos entrem em ação para decidir que tudo está legalizado e que não existe crime?

  6. Letra da música dos detonautas para os bozistas: Não me assusta mas me esclarece/Despreza a ciência faz uma prece/Esconde a mão manchada do sangue do corpo dos inocentes/Cês são Joaquim Silvério dos Reis/ Nós somos Tiradentes.

  7. Vejo com a maior decepção o governo que tanto trabalhei para eleger!! O PR e muitos de seus companheiros já estão lambuzados e levando com sigo os militares, em menos de dois anos de governo, quando nessa época não se tinha um pingo de denuncia no governo Lula!!

  8. Patrocinar interesse de terceiros junto à administração pública .. o nome do crime é advocacia administrativa..o terceiro responde como servidor fosse.. um senador da República metido nisso?? com o dono da casa esconderijo do Queiroz.. mar de lama ..

  9. Aras infelizmente não irá fazer nada e as Forças Armadas que apoiam este Governo e nada diz quanto a destruição da lavajato vai silenciar tb. Podem aguardar !

    1. Tudo quase igual aos últimos governos, a diferença agora são os fardados que antes eram ameaça, hoje dão sustentação.

  10. Orgulho em assinar uma revista que mostra os bastidores da política brasileira. Pena que só trás notícias ruins. Espero que um dia tenhamos melhores governantes. Sonhar com o qse impossível...

    1. Infelizmente é só o que tem a oferecer essa política tupiniquim. Não acredito mais que haja solução. Estamos vendo o desplante desses "politicos" para legalizar a corrupção.

  11. Estorinha suja que nos remete à conclusão de que colocaram a raposa para tomar conta das galinhas... assim funcionam instituições no pobre Brasil!

  12. Coisa incrivelmente competente esta reportagem, CRUSOÉ!!! Aplausos!!! Trabalho de excelência total, sobretudo num assunto que mais parece o ''samba dos brancos doidos''!!! Mas não tem escapatória: essa caterva terminará muito mal, o esquema desses imbecís está mais "embolhado" do que queimadura de terceiro grau!!!

    1. Essa foto do wassef ""é a ""cara"" dele""..... 🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭

  13. Numa sujeira dessas, esperar o que dessa merda de país? E tem idiota que vota. Povo de merda, país de merda. Justiça de bandidos para bandido.

    1. Está mais fácil ele punir os procuradores por insinuar tamanha desfaçatez a respeito de uma pessoa tão ilustre .

  14. Esse tal anjo parece aquele lobisomem da novela roque santeiro, os mais experientes lembrar-se ~ao, falando sério, povão vota por mudança mais está todo mundo político irmanado, não salva ninguém, tudo bandido

  15. Os mesmos de sempre. Tudo interligado há muito tempo ... JBS, Fecomercio, PT (Delubio e Aras), OAB, STJ-RJ, Anac, Ministério Infraestrutura... E tudo debaixo

    1. Faltou o jumento corrupto e o filho zero à esquerda n. 1

    2. tudo debaixo das barbas dos nossos militares ... O que está achando disso tudo o sempre crítico e vigilante Clube Militar?

  16. Leila, você quer esconder o sol com a peneira. As evidências estão todas aí, assim como estavam com Pt/Lula/escândalos. Por qual motivo defender qualquer desses caras é que me intriga. Você e vários outros tentam defender o indefensável, uma pessoa que discrimina outras, mulheres, nordestinos,etc e que fala grandes bobagens o tempo todo. É incrível que você seja tão ignorante que não consiga ver isso. Digo o mesmo pros Petistas, que ficam defendendo o ladrão já condenado.

  17. Matéria Sensacional, Parabéns Fábio Leite, quero saber se a imprensa em geral vai comentar esta reportagem... ORCRIM, onde o Bolsonaro guarda o dinheiro que deve ter recebido para influenciar a ANAC e BNDES?

  18. Onde está a lei que não age?O que acontece com essa eterna bandidagem fruto de tanta impunidade?Somos 210.000.000 de brasileiros dominados,roubados por uma quadrilha, por 40 ladrões.Vamos ficar assim inertes mesmo?

  19. Eu não acredito que o Presidente esteja levando alguma vantagem. Se voces não tem prova de nada, vocês só estão prejudicando nossa NAÇÃO.

    1. João ! Não é questão de acreditar ou não! É pesquisar , considerar os fatos e avaliar .. Quem não deve não teme ! Não se esconde , depõe quantas vezes for preciso e responde perguntas como está dos cheques de 89.000 reais depositados na conta da consorte ... hoje

    2. O dia que o povo brasileiro ao invés de defender políticos passar a fiscalizar, esse país vai pra frente. ACORDA

    3. Menino Ney cavando falta em todas as postagens. Chora no banheiro, jumento.

    4. Acorda pra vida bozomerda, seu mito é um embuste. Corrupto fdp

  20. Os dois, um complementa o outro na malandragem. Um passou grande parte da vida como advogado de porta de delegacia, aprimorando-se nos meandros dos crimes. O outro, 28 anos no baixo clero do legislativo aperfeiçoando nas malandragens das rachadinhas e lavagem de dinheiro público. É uma simbiose perfeita, juntou a fome com a vontade de comer.

  21. A constituicao Brasileira diz que a lei e igual para todos.... not really ..... Advogados, Foro privilegiado, justica e outros orgaos aparelhados para proteger os amiguinhos .... e o povo se fudeXdo e pagando todas as contas e indo preso por roubar uma galinha. 2022 vamos dar mais uma arrumada no pais, pesquise bastante antes de votar, so mesmo a Lava Jato e seus apoiadores para dar um jeito nesse aparelhamento trilionario que opera o pais. Grande maioria dos politicos enrolados com a justica.

  22. Belíssimo trabalho de jornalismo independente. Parabéns! É lamentável ver que - entra governo, sai governo - a corrupção continua a todo vapor.

  23. Excelente matéria assinada por Fábio Leite nos rastros de Wassef em ligação, via lago Paranoa, com parte do clã bolso até aqui. Em frente Crusoé. Nesta cesta ainda há muitos ovos pra serem quebrados.

  24. Mais uma encrenca com o dedo de Wassef. A OAB deveria se pronunciar em casos como este. Com a palavra do doutor Santa Cruz.

  25. Tudo tem e deve ser apurado! Mas por enquanto, falta elementos que comprovem a ligação de Bolsonaro com a decisão favorável a concessionária de Vira Copos. Mas existem razões para investigar.

  26. PARABÉNS A TODOS PELA BELÍSSIMA REPORTAGEM. COM A PALAVRA: O PRESIDENTE, O SENADOR FILHO 01, A ANAC, AUGUSTO ARAS, O STJ, O SUPREMO...QUE PAÍS É ESSE???...

    1. Está cristalino prá mim que se a PGR, heim sr. Aras, que o esquema do petrolao está próximo de ser o maior esquema de corrupção do universo. O Lula será ultrapassado já que ele detinha a medalha de maior esquema de corrupção do planeta!!!!!!!

  27. Resumo: a indenização será arbitrada e a concessão será relicitada. A atual concessionária não irá a falência e empregos serão mantidos. É o capitalismo, estúpido!

    1. Parece até o Lula com discurso que a Lava Jato foi a grande responsável pelo desemprego no país. ACORDA Problema no Brasil não é esquerda nem direita ...nosso problema é CORRUPÇÃO.

  28. Quando se compara essa repórtagem com "Em causa própria" vẽ-se a enorme diferença que existe entre os jornalistas da Cruzoé; enqunato uma é bem documentada essa aqui se baseia em ilações do tipo: -fiquei sabendo, conforme fulano, conforme sicrano, etc. Está masi para fofoca do que um reportagem honesta; Também pudera, considerando quem escreveu não era de se esperar coisa melhor. Falta uma coisa Sr Fábio, cadẼ as provas?

    1. Maria, eu falei sobre a qualidade da reportagem comparando-a com aquela melhor já publicada na Cruzoé, não sobre partidarismo ou ideologia política implícita. Saber ler e interpretar é dom para poucos, para você eu vejo que não é, pois quem faz frases curtas e repetindo chavões já desgastados, não pode ser capaz de escrever alguma frase mais substancial.

  29. Não consigo renovar a minha assinatura!!!! Já tentei de todas as formas resolver o problema !!! Mas parece que o departamento de renovação não tem a mesma competência da área jornalística !!! É uma pena !!!!!

    1. Comigo aconteceu a mesma coisa, acabei por entrar na página principal e renovando a assinatura pelo preço sem desconto; a revista deveria ser mais atenciosa com seus assinantes. Renovei porque Anta/Cruzoé ainda são os veículos mais confiáveis de informações do país, espero que eles não se enveredem pelos caminhos da velha mídia.

    2. Essa plataforma Hotmart é horrível. Não tem navegação amigável.

    3. Acho essa plataforma Hotmart horrível. Não é amigável.

  30. Como acreditar numa justiça que funciona assim? Esse tipo de ação viola o princípio básico constitucional de igualdade. Quem tem amigos poderosos e dinheiro é mais igual do que os outros.

  31. Dizer que Crusoé quer incriminar o presidente faz nos sempre lembrar o velho adagio. “ Vamos matar o carteiro porque ele só nos trás noticias ruins”

  32. nossa.. q foto é essa de wassef.. caprichou em antagonista.. Ainda nem comecei a ler.. tive q dar pitaco antes, tão impressionada. Que foto. gézuiz..

  33. Nessa hora é que faz falta uma oposição como a do partido dos trabalhadores, da época de quando eram "limpinhos"... mas agora tem teto de vidro...

    1. A única coisa que são os conchavos e acertos ocultos para fazer os filhotes ganharem dinheiro. Governar Neca.

    2. Verdade, a Crusoé não precisa fazer nada, basta atentar aos fatos e conferir os números e todos saberemos que este é o pior governo moralmente, socialmente e economicamente pior depois de Sarney

  34. Em 2022 SÉRGIO MORO “PRESIDENTE LAVA JATO PURO SANGUE” é nossa resposta ao ACORDÃO de BOLSONARO com o ESTABLISHMENT! Não seremos LUDIBRIADOS com o “velho plano de MELHORAS NA ECONOMIA!” Triunfaremos!

  35. Todo presidente corrupto tem um PC Farias para chamar de seu. O do Bolsonaro é o Sr. Wasseff. É a nova política a todo vapor.

  36. Excelente reportagem, porém certamente nada se fará, quando que o engavetador geral da república abrirá uma investigação contra JB? Talvez se perder a vaga para o STF, já que está claro que esse é o seu sonho de consumo. Quanto aos milicianos,?estão nadando de braçada na lama das falcatruas, é o lamentável que o povo movido pelos reais do auxílio emergencial, só fazem ele subir nas pesquisas. Povo desinformado, país onde uma grande maioria é analfabeta funcional, nós podemos esperar outra atitu.

  37. Todo esse "imbroglio" envolvendo as "íntimas" relações negociais e de assistência ao cliente do advogado agora "rejeitado" pelo clã bolsonarista revela o quão espúrias podem ser as tratativas jurídicas no BE. O mister investigativo da Crusoé é digno de nota pela sua independência e o caráter intimorato. É uma pena que não repercuta no resto da grande mídia. Fica restrito ao seu universo de assinantes e não provoca nenhum efeito correcional apesar das dimensões dos escândalos. Alvaro Costa/df

  38. Porém aponta a lama em que ele está se atolando. Aliás, você me lembrou uma coisa, não existe suco de graça no almoço. Alguma coisa há...

  39. E, infelizmente, o povo que votou no Bolsonaro visando a defesa da Lava Jato continua, vergonhosamente sendo traido por ele!!! E o coronavoucher não deixa os 50% verem isto. Pobre Brasil!!! 😢😢😢🇧🇷🇧🇷🇧🇷

  40. Puxa uma pena, sai uma galinha! Só bandidagem! O incrível desta história toda, é ver que a JBS continua nadando de braçadas, graças aos $40bi “emprestados” pelo BNDES! Parabéns Pt!

  41. Vamos ver se a 'grande mídia' repercute essa excelente matéria da Crusoé. Não para validar o seu conteúdo mas para intensificar a investigação. E que os órgãos competentes - PF, tribunais e mesmo o Congresso Nacional - também atuem para que tudo seja esclarecido e, caso confirmado, que os culpados sejam punidos. Nada além do básico e do óbvio num país que pensa um dia ser 'do futuro'...Para tanto, precisa agir com efetividade no presente...

  42. Esse é o governo do cara cristão: -filhos envolvidos com milicia$$-o ministro da cultura atual é o proprio PUM DO PALHAÇO-- a ministra dos direitos humanos que expõe meninas de 10 anos é JESUS NO PÉ DE GOIABA--O general do Gsi, baba na gravata e mija no sapato--o ministro sacho pança da saúde é apenas um SARGENTO GARCIA--O ministro da economia é conhecido como GUEDES TRÓLÓLÓ--O ministro da ciencia é o pesquisador de VERMIFUGO--ETC... mediocridade, seu sobrenome é BOLSONARO.

  43. Só não enxerga ílicitos do governo Bolsonaro quem é fanático e não quer um Brasil melhor. Esta reportagem tão detalhista, não deixa a menor dúvida de que Bolsonaro e filhos e Wassef, têm muito o que explicar.

  44. se for provado, juridicamente, tudo que está nessa matéria presidente pode cair. o pior de tudo é que tudo indica que essa história é só a ponta do iceberg.

  45. Excelente reportagem! Se vê que bozo wassef se mistura com gente do pt quando lhe convém o bozo usa de serviços que lhe renda milhões! O esquema é o mesmo! Não mudou!

    1. A alternativa era o fantoche do presidiário. Muito difícil

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