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Os intelectuais do Itamaraty e o caso único de José Guilherme Merquior

Teria Merquior sido um grande chanceler para o Brasil? Provavelmente sim, mas creio que o Itamaraty seria muito pequeno e burocrático para ele

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Paulo Roberto de Almeida
16 minutos de leitura 17.03.2023 02:54 comentários 9
Os intelectuais do Itamaraty e o caso único de José Guilherme Merquior
O diplomata, ensaísta e crítico literário José Guilherme Merquior, que se batia contra o irracionalismo na cultura
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Entre o final do século 20 e o início do nosso, o embaixador Alberto da Costa e Silva coordenou uma obra encomendada pelo então chanceler de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Felipe Lampreia, sobre os intelectuais mais distinguidos do serviço exterior do Brasil. A obra, terminada já na gestão do chanceler Celso Lafer, em 2001, e prefaciada por ele, foi publicada numa edição ricamente ilustrada por abundante iconografia, tendo recebido um título honroso: O Itamaraty na Cultura Brasileira (Brasília: Instituto Rio Branco, 2001; 2ª edição pela Editora Francisco Alves em 2002, mas em edição popular, sem ilustrações).

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Paulo Roberto de Almeida

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (9)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2023-03-23 19:08:12

Feliz homenagem. Interessante constatar que o rigor para ingressar no Itamaraty produz justamente os nossos mais bem sucedidos funcionários públicos, basta ver serem os únicos de competência reconhecida e aclamada internacionalmente até. Quão difícil seria aplicar os mesmos preceitos ao restante da administração?


KEDMA

2023-03-19 14:01:06

Muito bom conhecer um pouco da vida de Merquior. Ótimo artigo! 👏👏


Marcelo

2023-03-19 13:37:58

Merquior morreu tão cedo! Não havia polemista como ele, Francis não chegava aos seus pés em inteligência e cultura. Imagino ele na praça com o que temos hoje, em plena Idiocracia. Seria mesmo divertido...


Helena

2023-03-19 10:17:04

Muito bom, embaixador! Ressaltar estes nomes que fizeram o melhor da diplomacia brasileira e também esclarecer detalhes desta carreira de estado tão pouco conhecida fez de seu artigo uma leitura riquíssima!


Maria

2023-03-18 14:55:16

Professor Paulo Roberto, agradeço por me despertar para melhor conhecer Melquior…Belíssima cronica! Permita-me incluir dentre os nomes de diplomatas eruditos citados em seu t Sto, o do próprio coordenador da obra: Alberto da Costa e Silva, poeta, historiador e incansável pensador, muito nos engrandece!!!


Maria

2023-03-18 12:13:26

Excelente artigo! Nutre do começo ao fim.


Francisco REZEK

2023-03-17 22:38:56

Obrigado, Paulo Roberto, por essa bonita lembrança de José Guilherme Merquior. Ele nos deixou em janeiro de 1991 e desde então a falta que ele nos faz, e mais que tudo ao país, não tem medida. Ele vocalizaria melhor que ninguém a angústia dos que hoje não sabem como definir-se em um país partido ao meio __ e fustigado por dois extremos igualmente estúpidos. A inteligência, sua maior bandeira, é a grande perdedora.


Marcia E.

2023-03-17 16:20:20

Na medida em que fui terminando o artigo fui me questionando exatamente como Paulo Roberto de Almeida o fez. Mas, nossa política não aceita pessoal de tão alto nível intelectual. Pessoas que poderiam trabalhar como consultoras e com isso poder influenciar nas decisões de nosso Parlamento. Mas, é sonhar demais.


Manoel Antonio Da Fonseca Couto Gomes Pereira

2023-03-17 08:51:46

Mais um excelente e luminoso artigo de Paulo Roberto de Almeida. A Crusoé se engrandece ao tê-lo como colaborador


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Comentários (9)

Carlos Renato Cardoso Da Costa

2023-03-23 19:08:12

Feliz homenagem. Interessante constatar que o rigor para ingressar no Itamaraty produz justamente os nossos mais bem sucedidos funcionários públicos, basta ver serem os únicos de competência reconhecida e aclamada internacionalmente até. Quão difícil seria aplicar os mesmos preceitos ao restante da administração?


KEDMA

2023-03-19 14:01:06

Muito bom conhecer um pouco da vida de Merquior. Ótimo artigo! 👏👏


Marcelo

2023-03-19 13:37:58

Merquior morreu tão cedo! Não havia polemista como ele, Francis não chegava aos seus pés em inteligência e cultura. Imagino ele na praça com o que temos hoje, em plena Idiocracia. Seria mesmo divertido...


Helena

2023-03-19 10:17:04

Muito bom, embaixador! Ressaltar estes nomes que fizeram o melhor da diplomacia brasileira e também esclarecer detalhes desta carreira de estado tão pouco conhecida fez de seu artigo uma leitura riquíssima!


Maria

2023-03-18 14:55:16

Professor Paulo Roberto, agradeço por me despertar para melhor conhecer Melquior…Belíssima cronica! Permita-me incluir dentre os nomes de diplomatas eruditos citados em seu t Sto, o do próprio coordenador da obra: Alberto da Costa e Silva, poeta, historiador e incansável pensador, muito nos engrandece!!!


Maria

2023-03-18 12:13:26

Excelente artigo! Nutre do começo ao fim.


Francisco REZEK

2023-03-17 22:38:56

Obrigado, Paulo Roberto, por essa bonita lembrança de José Guilherme Merquior. Ele nos deixou em janeiro de 1991 e desde então a falta que ele nos faz, e mais que tudo ao país, não tem medida. Ele vocalizaria melhor que ninguém a angústia dos que hoje não sabem como definir-se em um país partido ao meio __ e fustigado por dois extremos igualmente estúpidos. A inteligência, sua maior bandeira, é a grande perdedora.


Marcia E.

2023-03-17 16:20:20

Na medida em que fui terminando o artigo fui me questionando exatamente como Paulo Roberto de Almeida o fez. Mas, nossa política não aceita pessoal de tão alto nível intelectual. Pessoas que poderiam trabalhar como consultoras e com isso poder influenciar nas decisões de nosso Parlamento. Mas, é sonhar demais.


Manoel Antonio Da Fonseca Couto Gomes Pereira

2023-03-17 08:51:46

Mais um excelente e luminoso artigo de Paulo Roberto de Almeida. A Crusoé se engrandece ao tê-lo como colaborador



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